O músico, também conhecido como Ye, foi anunciado como a atração principal do Wireless Festival deste ano, o que fez com que a Pepsi, principal patrocinadora do evento, retirasse a sua cota. O evento está marcado para os dias 10 a 12 de julho no Finsbury Park, em Londres
SÃO PAULO, SP ( JT) – O governo do Reino Unido bloqueou a permissão de entrada de Kanye West no país, após a controvérsia em torno de sua apresentação como atração principal no Wireless Festival, em Londres.
Segundo a BBC, o rapper solicitou nesta segunda (6) uma Autorização Eletrônica de Viagem, o ETA, para ingressar no Reino Unido, que foi negada pelo governo. A decisão foi tomada com a alegação de que a sua presença não seria benéfica para o bem público, de acordo com o Ministério do Interior. Nos últimos anos, West tem causado indignação por uma série de comentários antissemitas, racistas e pró-nazistas.
O músico, também conhecido como Ye, foi anunciado como a atração principal do Wireless Festival deste ano, o que fez com que a Pepsi, principal patrocinadora do evento, retirasse a sua cota. O evento está marcado para os dias 10 a 12 de julho no Finsbury Park, em Londres. Além da Pepsi, outras empresas tomaram atitudes -Diageo, Rockstar Energy e PayPal anunciaram que não permitirão a presença de suas marcas nos materiais promocionais do festival.
Depois da debandada de anunciantes, West se ofereceu para se encontrar com membros da comunidade judaica no Reino Unido. Em um comunicado obtido pela revista Variety, ele afirmou que seu “único objetivo é vir a Londres e apresentar um show de mudança, trazendo união, paz e amor através da minha música”. Ele se ofereceu para encontrar pessoalmente com membros da comunidade “para ouvir”. “Sei que palavras não bastam -terei que mostrar a mudança pelas minhas ações. Se vocês estiverem abertos, estou aqui.”
O ator David Schwimmer agradeceu aos patrocinadores corporativos que desistiram do evento, repudiou o pedido de desculpas de Ye -uma carta publicada no jornal americano Wall Street Journal em janeiro- por seus anos de declarações antissemitas e disse que suas palavras não foram acompanhadas de ações.
As marcas “decidiram não dar espaço a um artista que se tornou um dos mais reconhecidos disseminadores de ódio do mundo -enquanto outras organizações buscam apenas lucrar com ele”, disse Schwimmer numa postagem no Instagram. Sobre o pedido de desculpas do músico, o ator afirmou que “talvez seja parte de uma estratégia de relações públicas para acalmar os ânimos antes de seu tão aguardado retorno aos palcos”.
Em São Paulo, em novembro do ano passado, um show de West foi cancelado. A apresentação aconteceria no Autódromo de Interlagos, mas perdeu o espaço depois de conflitos entre a produtora Holding Entretenimento & Networking e a prefeitura da cidade.
Em comunicado enviado à reportagem no início do mês, a prefeitura paulistana afirmou que desistiu de ceder o autódromo por causa do histórico de polêmicas de Kanye West. O rapper fez declarações consideradas antissemitas, racistas e de exaltação do nazismo, além de ter lançado neste ano uma música chamada “Heil Hitler”, banida de plataformas como o YouTube e o Spotify.






