SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O português Miguel Angelo Gaspar Pacheco, conhecido como Miguel D´Almada, foi condenado a seis anos e meio de prisão por liderar um grupo neonazista sediado no estado de Santa Catarina, no sul do Brasil.
Segundo a Justiça, ele integrava a organização Southlands Hammerskins, que tem ligação com o grupo neonazista americano Hammerskin Nation. Ainda cabe recurso da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
O advogado de Miguel, Luís Eduardo de Quadros, disse que não há prova concreta de que seu cliente tenha integrado uma organização criminosa estruturada ou praticado incitação ao preconceito. Também afirma que as conclusões da acusação se baseiam em interpretações ampliadas e em dados digitais questionáveis.
A defesa disse ainda que Miguel responde ao caso em liberdade e tem cumprido as medidas cautelares impostas pela Justiça.
Em Portugal, Miguel era conhecido no meio das torcidas organizadas do Sporting, um dos principais times de Lisboa. Ele ex-membro da direção da Juventude Leonina, um dos grupos de torcedores mais antigos do país, e é apontado como um dos funfadores de uma célula neonazista dentro dela, o Grupo 1143. Ele mora no Brasil desde 2007.
Miguel e outras sete pessoas foram presas em flagrante em novembro de 2022 durante um encontro do Southlands Hammerskins em São Pedro de Alcântara, no interior de Santa Catarina. Ele Ficou preso até julho de 2023, sendo liberado após pagamento de fiança superior a 18 mil euros, valor correspondente a aproximadamente R$ 105 mil.
A investigação tinha começado após Miguel publicar nas redes sociais uma foto fazendo uma saudação nazista.




