A segurança cibernética já é vista como estratégica por 93% das empresas brasileiras. Porém, 83% delas consideram que equilibrar segurança e inovação é um desafio. Os dados são do estudo Estado da Inovação e IA, promovido pela Dell Technologies, que mostram ainda que entre os líderes brasileiros entrevistados, 59% afirmam temer que novas inovações aumentem a vulnerabilidade de ataques cibernéticos.
A pesquisa aponta que, no Brasil, 65% das empresas percebem benefícios concretos da segurança como parte da estratégia, enquanto 28% acreditam que esses ganhos virão no futuro. Apesar disso, executivos relatam enfrentar desafios para integrar a segurança de forma efetiva, sendo os principais garantir que tudo permaneça seguro (38,4%), restrições orçamentárias (25,3%) e dificuldade em identificar tecnologias ou parceiros adequados (25,3%).
O estudo mostra ainda que 62% dos executivos estão preocupados com a capacidade de gerenciar dispositivos e proteger dados e 83% admitem que podem melhorar na detecção e resposta a ameaças. Além disso, 60% afirmam que seria difícil cumprir prazos de recuperação após um ataque.
Os dados mostram também que 96% consideram a segurança parte crítica no desenvolvimento de novas inovações e 93% esperam que a IA generativa melhore operações de segurança.
“A vulnerabilidade não vem apenas da tecnologia em si, mas da velocidade com que as empresas conseguem adaptar sua postura de segurança, com um reforço das suas estratégias de resiliência cibernética”, afirmou, em nota, Caroline Maneta, líder de Plataforma de Segurança da Dell Technologies no Brasil.
Quando questionados sobre áreas que mais precisam de melhoria, 36% apontam a detecção e resposta a ameaças, 17% a capacidade de recuperação e 13% a redução da superfície de ataque.
Já as soluções que mais aumentaram a confiança das empresas estão proteção de dados, backup e recuperação, com 64% respondendo como significativamente e 27% como moderadamente; serviços de recuperação de incidentes (51% significativamente, 34% moderadamente) e detecção e resposta gerenciada (50% significativamente, 36% moderadamente).
A executiva destaca que entre os caminhos apontados para mitigar o dilema estão a adoção de modelos privados ou on-premises de IA generativa, treinados e hospedados internamente para evitar o envio de dados sensíveis a terceiros; a classificação e mascaramento de dados, garantindo que apenas informações não críticas sejam processadas externamente; a auditoria e due diligence de fornecedores, avaliando práticas de segurança, compliance e histórico de incidentes; e a implementação de políticas claras de uso de IA, com definição de limites, aprovações e monitoramento contínuo.
Sobre as prioridades para os próximos anos estão detectar e responder a ameaças cibernéticas (65%), reduzir a superfície de ataque (45%), recuperar-se de ataques (35%) e simplificar o gerenciamento de ponta a ponta (30%).
O estudo foi realizado com 2.850 tomadores de decisão de negócios e TI em 40 locais, sendo 100 deles no Brasil.






