O Wellhub, antigo Gympass, anunciou nesta terça-feira (26) o lançamento de um fundo de crédito de R$ 100 milhões que fornecerá financiamento para academias, estúdios e parceiros da empresa que buscam expandir seus negócios, seja para comprar equipamentos, abrir novas unidades, lançar serviços ou para melhorar a experiência dos usuários.
A iniciativa, chamada Soluções Financeiras by Wellhub, é uma expansão estratégica da empresa para se reposicionar além dos benefícios corporativos. Atualmente, a companhia possui 37 mil parceiros no Brasil.
“Por ser parceiro de negócio dessas empresas de fitness e bem-estar, a gente quer que eles tenham um crescimento sustentável. A gente quer que eles continuem crescendo, continuem expandindo, continuem tendo mais alunos, continuem abrindo mais unidades”, diz Daniel Mazini, VP Executivo de Parcerias e Novos Negócios do Wellhub.
Segundo o executivo, pesquisas internas mostraram que 51% dos parceiros da empresa queriam ter mais acesso a crédito para comprar equipamentos, expandir, reformar e poder atender melhor seus alunos. “Resolvemos fazer a criação desse fundo de crédito de R$ 100 milhões, que utiliza dados proprietários da nossa plataforma. Então, a gente pega o histórico que esses parceiros têm com a gente para tomar decisões de crédito melhores, mais alinhados com o negócio deles”, afirmou.
As parcelas serão descontadas dos recebíveis. Segundo a Wellhub, isso e o fato de terem acesso aos históricos destas academias e estúdio ajudam a poder oferecer uma taxa reduzida de empréstimo.
“A gente sabe como estão os negócios deles nos últimos meses, sabemos a performance dos negócios e conseguimos fazer com que os pagamentos sejam descontados dos recebíveis dos próximos meses. Isso baixa muito o risco. E ao baixar o risco, a gente consegue oferecer uma taxa melhor. Então, em vez de depender apenas dos scores tradicionais de crédito do mercado, a gente está usando um score “Wellhub” para poder definir a taxa”, diz o executivo, que ressalta que a Wellhub não virou um banco.
“A gente não é um banco, a gente não é uma instituição financeira de pagamentos. A gente se uniu a parceiros, como a Galapagos Capital, que está entrando com o aporte do capital com a gente. Então, parte destes R$ 100 milhões é nosso e parte é da Galapagos”, disse. Além disso, a OpenCo irá fornecer a plataforma tecnológica e atuará como agente de cobrança e a QI Tech ficará responsável pela parte de escrituração de notas comerciais conectada ao serviço de administração e custódia.
Segundo Mazini, com a linha de crédito definida, o parceiro poderá escolher se usará todo o valor disponibilizado ou apenas parte dele. Eles terão de 12 a 24 meses para pagar os valores com os recebíveis. Além disso, eles terão um período de carência de dois meses para começar a pagar, ou seja, eles podem receber o dinheiro em um mês e começam passar a pagar essas parcelas a partir do terceiro mês.
A iniciativa já começou com alguns poucos parceiros em um projeto-piloto, e a partir de 1º de setembro será disponibilizado para os demais.
Para solicitar o financiamento, será preciso entrar no portal dos parceiros. Dentro desse portal será disponibilizada uma área para pedir a linha de crédito. Será preciso preencher algumas informações e, com base nisso e no histórico que a Wellhub tem deste parceiro, uma linha de crédito é definida. Após a assinatura do contrato, o parceiro recebe o dinheiro no próximo dia útil.
O fundo começa com R$ 100 mil, mas a expectativa da Wellhub é de crescimento. “A gente espera que entre 12 e 18 meses esse fundo seja bem utilizado já. E dependendo do sucesso do fundo, do nível de default –o nível de risco que a gente acha que vai ser muito baixo–, a gente possa fazer mais aportes ainda, a Wellhub com a Galapagos. Esse é só o começo da história desse fundo”, concluiu o executivo.






