Presidente cobra apoio de países como Reino Unido e França em meio à guerra com o Irã e afirma que responsabilidade por desbloquear rota não é dos EUA. Tensões aumentam com recusa de europeus em colaborar com operações militares
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou aliados europeus por não apoiarem a campanha de bombardeios conduzida por EUA e Israel contra o Irã e descartou qualquer intervenção para reabrir o Estreito de Ormuz.
Trump iniciou a terça-feira com publicações nas redes sociais pedindo que outros países “vão buscar o seu próprio petróleo!” e “comecem a aprender a lutar por si próprios”.
Desde o início da ofensiva militar, em 28 de fevereiro, o Irã bloqueia o Estreito de Ormuz, o que provocou alta nos preços globais de petróleo e gás.
O presidente direcionou críticas especialmente ao Reino Unido e à França.
“A todos esses países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a participar da decapitação do Irã, tenho uma sugestão: número 1, comprem dos EUA, temos bastante, e número 2, criem coragem, vão até o estreito e simplesmente TOMEM-NO”, escreveu.
Pouco depois, também criticou a França, afirmando que o país é “muito pouco prestativo” por “não permitir que aviões com destino a Israel, carregados com equipamento militar, sobrevoem o território francês”.
Em conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump voltou a descartar uma ação direta dos Estados Unidos para reabrir a passagem marítima.
“Não é da nossa alçada. Isso não é para nós. É para a França. É para quem estiver usando o estreito”, disse.
O republicano também mencionou a China como um dos países que deveriam assumir responsabilidade pela reabertura da rota estratégica.
“Da última vez que verifiquei, era para existir uma grande e poderosa Marinha Real Britânica pronta para fazer esse tipo de coisa”, afirmou.
Enquanto isso, a reação europeia segue dividida. A Espanha proibiu o uso de bases militares e do espaço aéreo do país por forças norte-americanas em operações contra o Irã, alegando que a ação viola o direito internacional.
Já a Itália também negou apoio logístico. Segundo o jornal Corriere della Sera, Roma não autorizou o uso da base de Sigonella, na Sicília, por falta de pedido formal dos Estados Unidos.
O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, afirmou que “não há qualquer esfriamento ou tensão com os Estados Unidos”, e os norte-americanos conhecem tão bem quanto os italianos “as normas que regem a sua presença na Itália desde 1954”.






