O governo Trump está considerando impor tarifas sobre dispositivos eletrônicos estrangeiros com base no número de chips em cada um, segundo fontes familiarizadas com o assunto relataram à Reuters. O objetivo da ação seria incentivar empresas a transferirem a produção para os Estados Unidos.
De acordo com o plano, que pode sofrer alterações, o Departamento de Comércio imporia uma tarifa equivalente a uma porcentagem do valor estimado do conteúdo do chip do produto.
“Os Estados Unidos não podem depender de importações estrangeiras para os produtos semicondutores que são essenciais para nossa segurança nacional e econômica”, respondeu o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, quando questionado sobre os detalhes.
“O governo Trump está implementando uma abordagem diferenciada e multifacetada para repatriar a produção crítica de volta aos Estados Unidos com tarifas, cortes de impostos, desregulamentação e abundância de energia.”
Na visão de Michael Strain, economista do conservador American Enterprise Institute, o plano poderia elevar o custo dos bens de consumo “em um momento em que os EUA enfrentam um problema inflacionário, com a inflação claramente acima da meta do Fed e acelerando”. A meta de inflação do Federal Reserve (Fed) é de 2%.
Mesmo os itens produzidos internamente provavelmente se tornariam mais caros, graças às novas tarifas sobre os principais insumos necessários para fabricá-los, acrescentou Strain.
A mais recente onda de tarifas impostas pelo governo americano foi anunciada na quinta-feira (25), com vigência prevista a partir do dia 1º de outubro. Entre os produtos que serão taxadas estão medicamentos, alvo de alíquotas de 100%, armários de cozinha e banheiro (50%), mobiliários estofados (30%) e caminhões pesados (25%).






