Um robô desenhado para ser abraçado. É essa estratégia — tão emocional quanto industrial — que a montadora chinesa de veículos elétricos Xpeng escolheu para tentar superar a Tesla e seu robô Optimus na disputa pela próxima fronteira da robótica.
A startup apresentou neste mês a versão mais recente de seu robô humanoide Iron, e o CEO He Xiaopeng, conforme relatado pelo Business Insider, afirmou que quer que seus produtos sejam “altamente semelhantes a humanos”.
Em uma teleconferência realizada na segunda-feira (17), o executivo disse que a Xpeng descobriu que adicionar músculos falsos e “pele biônica” ao Iron fazia com que as pessoas se sentissem mais à vontade para tocar e até mesmo abraçá-lo.
“Isso é muito empolgante porque os robôs tradicionais não eram realmente tão atraentes ou cativantes a ponto de despertar o desejo dos seres humanos de abraçá-los”, apontou Xiaopeng.
O Iron tem duas versões, uma masculina e outra feminina, e os compradores terão a possibilidade de personalizá-lo com diferentes tipos de corpo. A expectativa da Xpeng é vender 1 milhão de unidades por ano até 2030, com o início da produção em massa previsto para o final de 2026.
Segundo o CEO da empresa, os robôs humanoides serão inicialmente usados no varejo e como guias turísticos. No caso do Iron, ele adiantou que ele deverá trabalhar nas lojas da Xpeng a partir de 2026.






