Uma sonda da Agência Espacial Europeia (ESA) registrou, pela primeira vez, uma imagem do cometa interestelar 3I/ATLAS. A foto foi captada enquanto o objeto fazia sua aproximação máxima ao planeta Marte, a cerca de 30 milhões de quilômetros de distância, informa o Mashable.
O registro foi feito pelo satélite ExoMars Trace Gas Orbiter, que orbita o planeta vermelho. Embora outros cometas já tenham sido fotografados, 3I/ATLAS é apenas o terceiro objeto confirmado vindo de fora do Sistema Solar.
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Uma missão complexa para capturar o improvável
A missão de registrar o cometa não foi simples. Segundo Nick Thomas, líder da equipe da câmera do ExoMars, o cometa era de 10 mil a 100 mil vezes mais fraco que os alvos habituais da missão.
Ainda assim, a sonda conseguiu captar uma imagem mostrando um brilho central cercado por uma nuvem de gás e poeira, conhecida como coma.
O cometa passou perto de Marte no dia 3 de outubro, mas apenas o ExoMars obteve sucesso na captura. A outra sonda envolvida, a Mars Express, não conseguiu registrar o objeto com clareza devido ao tempo de exposição mais curto de sua câmera.
O 3I/ATLAS não pertence à população de cometas que orbitam o Sol. Ele foi gerado em outro sistema estelar e, possivelmente, expulso de sua região natal por um planeta gigante ou uma estrela próxima. Desde então, percorreu centenas de milhões de anos-luz até atravessar o nosso sistema.
Observações indicam que a composição de sua poeira é similar à de cometas locais, o que sugere que a “receita” para a formação de corpos celestes pode ser parecida em outros sistemas estelares.
Estima-se que o cometa tenha mais de 7 bilhões de anos, o que o torna mais antigo que o próprio Sistema Solar.
Um registro inédito e sem riscos para a Terra
Apesar da velocidade de aproximadamente 220 mil quilômetros por hora, 3I/ATLAS não oferece perigo para o nosso planeta. Seu ponto de maior proximidade com a Terra será de cerca de 273 milhões de quilômetros, e do outro lado do Sol.
A expectativa agora é que a missão Juice, outra sonda da ESA que explora as luas de Júpiter, consiga novos registros do cometa em novembro, quando ele estará mais próximo do Sol e deve apresentar uma cauda mais brilhante e visível.






