A Tesla inaugurou recentemente em Hollywood, na Califórnia, Estados Unidos, o Tesla Diner, um local que mistura posto de carregamento de veículos elétricos, restaurante e drive-in. Mas, na abertura, o que chamou a atenção foi o seu robô Optimus servindo pipoca de uma máquina aos clientes. Inclusive, dá para ver a cena em um vídeo postado no X, e que Elon Musk, CEO da empresa, repostou com o seguinte comentário: “Isso se tornará normal em alguns anos”.
E ele parece estar certo. Reportagem do Restaurant Technology News destaca que restaurantes em todo o mundo estão adotando a robótica de maneiras novas e cada vez mais visíveis, incluindo robôs de serviço e de cozinha e anfitriões humanoides completos.
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O veículo destaca que a persistente escassez de mão de obra tornou a automação mais do que uma curiosidade experimental. Para se ter uma ideia, em 2024, quase metade dos operadores de restaurantes dos Estados Unidos relataram planos de aumentar a automação para preencher lacunas de pessoal.
Um dos robôs que já está em uso em milhares de restaurantes ao redor do mundo, segundo a reportagem, é o Servi, da Bear Robotics, projetado para transportar bandejas de comida e bebidas da cozinha para as mesas e, em seguida, retirar os pratos.
Outro exemplo citado vem da empresa Miso Robotics, que implantou sua estação de fritura robótica Flippy em mais de 20 unidades das redes White Castle e Jack in the Box. A máquina monitora a temperatura do óleo, vira hambúrgueres ou frango e cronometra cada lote com precisão.
O restaurante Chipotle Mexican Grill, por sua vez, está testando em seu centro de inovação em Irvine, na Califórnia, um sistema robótico proprietário chamado Autocado. Criado em parceria com a startup Vebu, ele automatiza o preparo do abacate. Na prática, corta, retira o miolo e descasca em segundos – uma tarefa que antes consumia até 50 minutos de trabalho por dia.
No Optimus, da Tesla, também já demonstrou potencial para serviços de alimentação. Em demonstrações iniciais, ele separou ingredientes, serviu bebidas e até mesmo realizou tarefas básicas de bar.
Função em vez de aparência
O Restaurant Technology News observa que especialistas em interação humano-robô apontam que as aplicações mais bem-sucedidas da robótica na hotelaria tendem a se concentrar na utilidade funcional, e não a aparência.
Robôs não humanoides como o Servi e o Flippy priorizam justamente a função em detrimento da forma, e restaurantes descobriram que eles são mais práticos, confiáveis e menos propensos a causar desconforto nas pessoas.
Outras vantagens são que esses sistemas não visam impressionar com sua personalidade, mas, sim, visam reduzir erros, diminuir custos de mão de obra e aumentar a produtividade.
A reportagem do Restaurant Technology News complementa que, à medida que a adoção cresce, uma mudança cultural mais ampla está em andamento, ou seja, os operadores estão reconhecendo que a automação, aplicada de forma criteriosa, não dilui a hospitalidade.
Na verdade, pode aprimorá-la, pois, ao aliviar a equipe de tarefas repetitivas ou fisicamente desgastantes, os robôs permitem que os trabalhadores humanos se concentrem na inteligência emocional e na resolução de problemas em tempo real que as máquinas ainda não conseguem replicar.
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