Nove peças de joalheria foram roubadas na manhã deste domingo do Museu do Louvre, em Paris — o museu mais visitado do mundo e que existe desde 1793.
Segundo a ministra da Cultura da França, Rachida Dati, não houve feridos, e equipes do museu e a polícia permanecem no local conduzindo as investigações. O valor das peças é considerado incalculável tanto do ponto de vista histórico quanto cultural (estimativa em centenas de milhões).
Como o roubo ocorreu
O crime aconteceu entre 9h30 e 9h40, pouco depois da abertura do museu. Três ou quatro homens mascarados teriam usado uma escada mecânica acoplada a um veículo para alcançar uma janela do primeiro andar da Galeria Apolo, localizada na lateral sudeste do Louvre, voltada para o rio Sena. A partir do balcão, os ladrões cortaram os vidros das vitrines com ferramentas elétricas, entrando no museu e levando as joias.
Dati descreveu os assaltantes como “profissionais”, agindo de maneira calma e eficiente, com um plano de fuga previamente organizado: eles escaparam em scooters. O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que toda a ação durou apenas alguns minutos. Imagens e testemunhas mostram cenas de “pânico total” enquanto o museu era evacuado, e as entradas foram fechadas com portões de metal. Investigadores analisam imagens de câmeras de segurança ao longo da rota de fuga.
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O que foi levado
As autoridades francesas ainda não confirmaram oficialmente todos os itens roubados. A Galeria Apolo abriga joias e tesouros históricos da monarquia francesa, incluindo peças ligadas a Napoleão III e outros artefatos de grande valor patrimonial. Dati disse que uma peça foi encontrada fora do museu, possivelmente deixada durante a fuga, que segundo o jornal Le Parisien pode ter sido a coroa da imperatriz Eugénie, esposa de Napoleão III. O Diamante Regente, de 140 quilates, não teria sido levado.
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BFM informou que além das joias de Napoleão III, outra vitrine com tesouros reais pode ter sido alvo. Nuñez descreveu os objetos roubados como “inestimáveis” e de valor patrimonial “incalculável”.
Fechamento e investigação
O Louvre anunciou em sua conta oficial no X que “permanecerá fechado hoje por motivos excepcionais”.
Do lado de fora, os portões cinzentos permanecem fechados, e a polícia isolou o acesso ao museu, incluindo vias próximas ao rio Sena. O Escritório do Procurador Público de Paris abriu investigação por suspeita de “furto organizado e conspiração criminosa para cometer um crime”, com apoio de um serviço especializado em combate ao tráfico ilegal de bens culturais.
Roubos no passado
Este não é o primeiro grande roubo na história do Louvre. Em 1911, a Mona Lisa foi levada por um funcionário italiano do museu, que a manteve por dois anos antes de devolvê-la. Em 1998, um quadro do século XIX de Camille Corot, Le Chemin de Sèvres, foi roubado e nunca recuperado.
Nos últimos anos, museus franceses também sofreram outros assaltos: em 2024, ladrões levaram porcelanas do Adrien Dubouche Museum em Limoges, avaliadas em €9,5 milhões (cerca de R$61 milhões), e itens de grande valor histórico foram roubados do Cognacq-Jay Museum e do Hieron Museum, na Borgonha, em incidentes armados.






