Receita divulga regras, calendário e critérios de prioridade para os pagamentos; primeiro lote será liberado em maio, e contribuintes já podem se preparar para verificar se vão receber e evitar pendências no cadastro
A Receita Federal anunciou a liberação do maior lote de restituição do Imposto de Renda já registrado no país. Ao todo, R$ 16 bilhões serão pagos na primeira etapa de 2026, beneficiando milhões de contribuintes logo no início do calendário oficial, em 29 de maio.
O volume expressivo representa um reforço importante no orçamento de muitas famílias, especialmente em um cenário de pressão financeira. O valor também reflete avanços no processamento das declarações e a priorização de quem entregou o documento dentro do prazo e sem inconsistências.
O pagamento do primeiro lote segue critérios definidos por lei. Têm prioridade idosos com mais de 60 anos, com destaque para aqueles acima de 80, pessoas com deficiência ou doenças graves e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério. Também ganham vantagem os contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição via Pix, com chave CPF.
Para quem não se enquadra nesses grupos, a ordem de envio da declaração é determinante. Ou seja, quanto mais cedo o contribuinte entregou o documento, maiores são as chances de receber nos primeiros lotes.
O calendário de pagamentos da restituição em 2026 foi dividido em cinco etapas. O primeiro lote será pago em 29 de maio, seguido por depósitos em 30 de junho, 31 de julho, 31 de agosto e 30 de setembro.
A consulta para saber se o valor será liberado pode ser feita nos canais oficiais da Receita Federal, como o site institucional, o sistema e-CAC e o aplicativo Meu Imposto de Renda. Normalmente, a verificação fica disponível cerca de uma semana antes de cada pagamento.
Mesmo com a liberação dos valores, alguns fatores podem atrasar o recebimento. Entre eles estão erros na declaração que levam o contribuinte à malha fina, dados bancários incorretos ou pendências cadastrais. Nesses casos, o pagamento não é feito automaticamente e o valor pode ser resgatado posteriormente, geralmente por meio do Banco do Brasil.
Para evitar problemas, a recomendação é revisar todas as informações antes do envio da declaração, optar pela versão pré-preenchida, escolher o Pix como forma de recebimento e acompanhar regularmente a situação junto à Receita.
Receita anuncia maior lote já registrado; confira quem recebe
Fonte: Gazeta Mercantil – Economia





