Em 2025, o Dia dos Pais será comemorado no domingo, 10 de agosto. No Brasil, a data é celebrada tradicionalmente no segundo domingo do mês, e costuma marcar não apenas homenagens familiares, mas também um importante momento para o comércio e o setor de serviços.
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Por que o Dia dos Pais é comemorado em agosto no Brasil?
Diferente de muitos países, que celebram a data em junho, o Brasil adotou agosto por motivos comerciais. A ideia surgiu nos anos 1950, proposta pelo publicitário Sylvio Bhering, então diretor do jornal O Globo, para estimular as vendas no período. O primeiro concurso promovido por ele premiava o pai mais velho, o mais jovem e o que tivesse mais filhos. A repercussão foi tão positiva que a data se consolidou no calendário nacional.
A escolha pelo segundo domingo do mês tornou a comemoração móvel, permitindo que a celebração seja sempre no fim de semana, facilitando os encontros familiares e favorece o varejo.
Como é a comemoração em outros países?
O Dia dos Pais é celebrado em datas distintas ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, por exemplo, a comemoração acontece no terceiro domingo de junho. Em países de tradição católica, como Espanha, Itália e Portugal, o tributo aos pais ocorre em 19 de março, dia de São José. Já na Tailândia, a data é fixa em 5 de dezembro, aniversário do rei Bhumibol Adulyadej.
O impacto econômico da data
Embora o Dia dos Pais não tenha o mesmo apelo comercial do Dia das Mães ou do Natal, ele figura entre as cinco principais datas do varejo brasileiro. Em 2024, por exemplo, as vendas cresceram 2% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Comercial de São Paulo. O período é tradicionalmente associado às liquidações de inverno, o que atrai consumidores interessados em roupas, perfumes, calçados e eletrônicos.
A expectativa para o e-commerce em 2025 é de R$ 9,51 bilhões em vendas, representando um crescimento de quase R$ 1 bilhão em relação ao ano anterior. Segundo levantamentos do setor, 59% dos brasileiros pretendem comprar presentes para a data, e 33% estão em busca ativa de descontos e promoções.
No varejo físico, estima-se que o mercado movimentará R$ 7,7 bilhões, com destaque para supermercados, lojas de departamentos e segmentos tradicionais. Apesar do otimismo, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta um crescimento mais moderado neste ano, entre 1,7% e 2%, o que reforça a importância de estratégias comerciais mais eficazes para enfrentar um cenário econômico ainda desafiador.
Além do comércio, o setor de serviços também se beneficia. Restaurantes, plataformas de delivery, floriculturas e serviços de experiências (como passeios e spas) registram aumento na demanda.






