A corrida para atrair capital estrangeiro e talentos para o Oriente Médio está esquentando, com países do Golfo lançando programas de residência de longo prazo, conhecidos como vistos dourados, segundo informou o Business Insider.
No domingo, Omã se tornou o mais recente país a aderir à tendência, lançando uma “Residência Dourada” de dez anos para estrangeiros que investirem 200 mil riais omanenses (cerca de R$ 2,8 milhões) em imóveis, títulos, empresas ou negócios que gerem empregos. O investimento inclui residência automática para familiares de primeiro grau, acesso expresso em aeroportos e o direito de possuir imóveis além das zonas turísticas.
A medida faz parte da Visão Omã 2040, um plano de diversificação econômica, social e cultural que busca reduzir a dependência das finanças públicas do petróleo e estimular setores como agricultura, manufatura, turismo e logística.
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Em todo o Golfo, a queda nos preços globais do petróleo está pressionando os orçamentos governamentais e acelerando os esforços de diversificação, com outros países oferecendo incentivos.
O visto dourado dos Emirados Árabes Unidos, por exemplo, também oferece residência de 10 anos, com exigência de investimento imobiliário em torno de US$ 545 mil (R$ 3 milhões).
A Residência Premium da Arábia Saudita pode ser obtida com um pagamento único de cerca de US$ 213 mil (R$ 1,15 milhão) ou via permissões anuais renováveis de aproximadamente US$ 26,7 mil (R$ 145 mil) por ano. Caminhos adicionais para investidores e proprietários de imóveis começam em US$ 1,07 milhão (R$ 5,8 milhões) e US$ 1,86 milhão (R$ 10,1 milhões), respectivamente, segundo o Business Insider.
O Catar concede autorizações de residência de longo prazo a estrangeiros que invistam pelo menos US$ 200 mil (R$ 1,08 milhão) em imóveis. O valor sobe para cerca de US$ 1 milhão (R$ 5,43 milhões) no caso da residência permanente.
Em 2022, o Bahrein introduziu um visto dourado de 10 anos para compradores de imóveis que investirem pelo menos US$ 530 mil (R$ 2,8 milhões), além de profissionais de alta renda e aposentados.
Na Europa, Portugal substituiu recentemente a opção de investimento em imóveis pela aplicação em fundos de, no mínimo, US$ 585 mil (R$ 3,2 milhões), enquanto a Grécia exige pelo menos US$ 937 mil (R$ 5,09 milhões) em imóveis em locais de alta demanda.
Por contraste, o ex-presidente Donald Trump propôs um visto “gold card” de US$ 5 milhões (R$ 27,1 milhões), que concederia privilégios de green card e caminho para a cidadania nos EUA. Analistas questionam, porém, se mesmo os ricos aceitariam pagar uma taxa tão elevada de forma direta quando programas concorrentes no Golfo e na Europa custam menos e muitas vezes permitem que os candidatos invistam o dinheiro em vez de apenas entregá-lo como taxa.






