O Google apresentou na terça-feira (18) o Gemini 3, nova geração da família Gemini e passa a equipar o ecossistema de produtos da companhia. A atualização, disponível inicialmente para assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra, chega com mudanças na forma de interpretar contexto e intenção do usuário, com maior capacidade de entender textos, imagens e áudios, além do raciocínio aprofundado.
Segundo a empresa, o modelo foi desenvolvido para executar tarefas com maior profundidade, reduzindo a necessidade de instruções detalhadas e interpretando nuances das solicitações.
O Gemini 3 passou a operar no Modo IA da Busca no mesmo dia do anúncio, algo que não ocorreu em lançamentos anteriores. Além disso, foi integrado ao aplicativo Gemini, ao AI Studio, ao Vertex AI e ao ambiente de desenvolvimento de agentes Antigravity.
No Brasil, o acesso ocorre pelos planos pagos AI Plus (R$ 24,99/mês), AI Pro (R$ 96,99/mês) e AI Ultra (R$ 1.209,90/mês). Apenas o Ultra inclui o Deep Think, modo voltado ao raciocínio prolongado, que registrou desempenho superior em avaliações internas, incluindo o teste Humanity’s Last Exam.
Para desenvolvedores que utilizam a API no Vertex AI, o valor é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 12 por milhão de tokens de saída, com suporte a prompts de até 200 mil tokens.
Como funciona
O Gemini 3 é um modelo de linguagem de grande porte com operação multimodal, capaz de interpretar texto, imagem, áudio e código no mesmo fluxo de raciocínio. Ele utiliza um sistema de análise de intenção aprimorado, que permite identificar o que o usuário busca resolver mesmo com solicitações menos detalhadas.
Na prática, o modelo executa raciocínios mais longos por meio do Deep Think, processa documentos extensos e produz respostas baseadas em etapas encadeadas.
Além disso, a Google ampliou o uso de agentes automatizados com o Gemini Agent, ferramenta projetada para gerir fluxos contínuos, como organização de e-mails, pesquisas prolongadas e acompanhamento de tarefas.
No Antigravity, novo ambiente de desenvolvimento, esses agentes são capazes de interagir com o navegador, editores de código e terminais, gerando registros das ações para fins de verificação.
O que mudou em relação ao Gemini anterior
- Raciocínio mais profundo, sobretudo no modo Deep Think.
- Interpretação de intenção com menos dependência de prompts detalhados.
- Interface reorganizada no aplicativo Gemini, com a nova seção “Meus itens”.
- Integração direta com o Modo IA da Busca desde o lançamento.
- Expansão do Gemini Agent para execução de tarefas contínuas.
Comparação com outros modelos de IA
O lançamento posiciona o Gemini 3 como concorrente direto dos modelos mais recentes de empresas como OpenAI e Anthropic. A Google destaca como diferencial a integração nativa com a Busca, que promete gerar respostas mais completas a partir de consultas em tempo real.
Outra diferença é o uso de agentes autônomos, enquanto outros sistemas dependem de extensões ou ferramentas adicionais para realizar fluxos contínuos. A multimodalidade também permanece como pilar do modelo, operando diferentes formatos de conteúdo em um único processo.
Funcionalidades novas ou expandidas
- Deep Think para operações com múltiplas etapas e raciocínio prolongado.
- Integração com o Antigravity, ambiente voltado ao desenvolvimento de agentes.
- Interfaces generativas no Modo IA da Busca, com respostas que variam conforme o tipo de tarefa.
- Sistema reforçado de segurança para reduzir instruções maliciosas e melhorar a transparência das ações dos agentes.
Como acessar
O Gemini 3 pode ser utilizado pelos assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra, com o Deep Think restrito ao Ultra. O modelo também está disponível no aplicativo Gemini, no AI Studio para desenvolvimento de aplicações e no Vertex AI para uso corporativo.
A busca com IA habilitada pelo Gemini 3 está ativa para assinantes dos planos superiores. Empresas e desenvolvedores podem utilizar a API por meio da infraestrutura do Google Cloud.






