A indústria da tecnologia tem relatado que está cada vez mais próxima de um marco crucial: a inteligência artificial geral (IAG). Mas há um problema que mina o entusiasmo: ninguém consegue definir exatamente o que ela é.
Uma equipe do Google DeepMind escreveu em um artigo sobre o tema que, “se você pedisse a 100 especialistas em IA para definirem o que eles querem dizer com IAG, provavelmente obteria 100 definições relacionadas, mas diferentes”.
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A confusão é tanta em torno da tecnologia que, de acordo com o The Wall Street Journal, coloca em risco o futuro da parceria histórica entre a OpenAI e a Microsoft. Isso porque o contrato que elas têm estipula que, quando os sistemas da OpenAI atingirem a IAG, a startup poderá limitar o acesso da Microsoft à sua tecnologia futura. E a Microsoft está lutando arduamente para impedir isso.
Pessoas familiarizadas com o assunto disseram ao WSJ que executivos da OpenAI, incluindo o CEO Sam Altman, acreditam que estão perto de poder declarar que suas ferramentas de IA atingiram o nível de proficiência da IA avançada.
Mas Satya Nadella, presidente-executivo da Microsoft, expressou ceticismo quanto a isso. No podcast de Dwarkesh Patel, em fevereiro, ele disse o seguinte: “Nós nos autoproclamando um marco na IA, isso é apenas um hack de benchmark sem sentido”.
Pelo contrato atual, a Microsoft exige que a OpenAI venda seu software de IA exclusivamente por meio da plataforma de computação em nuvem Azure e, também, controla a propriedade intelectual da criadora do ChatGPT.
O que é inteligência artificial geral? Divergência sobre definição ameaça parceria entre Microsoft e OpenAI
A divisão da IAG paira sobre as discussões. Executivos da OpenAI discutiram a possibilidade de declarar a tecnologia por meio de um agente de codificação de IA que excede as capacidades de um programador humano avançado.
Eles também podem declarar um nível mais alto de IAG, denominado “AGI suficiente”, quando seus sistemas de IA forem financeiramente capazes de pagar à Microsoft os lucros futuros aos quais ela tem direito. Mas a Microsoft precisa aprovar a inteligência artificial geral suficiente e, se fizer isso, a OpenAI obteria o direito de vender ou licenciar toda a sua tecnologia para outros provedores de nuvem.
O contrato entre as duas empresas determina ainda que a Microsoft está impedida de desenvolver a IAG por conta própria. Quando a parceria foi negociada, em 2019, alguns executivos da big tech se opuseram à inclusão da cláusula referente à essa tecnologia, alegando que era arbitrária e inexequível.
Agora, como destaca o WSJ, a Microsoft busca remover a cláusula completamente do contrato como parte de suas negociações recentes, ou garantir acesso exclusivo à propriedade intelectual da OpenAI mesmo após a AGI ser declarada.
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