SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Contando com o apoio dos cerca de 20 mil torcedores que lotaram as arquibancadas do Estádio Atleti Azzurri d’Italia, em Bergamo, a Itália bateu a Irlanda do Norte pelo placar de 2 a 0 nesta quinta-feira (26), em duelo válido pela repescagem europeia, e manteve viva a chance de voltar a uma Copa do Mundo.
Na próxima e decisiva rodada, no dia 31, a seleção Azurra comandada pelo ex-volante Gennaro Gattuso encara o País de Gales -que venceu a Bósnia e Herzegovina por 1 a 0 em Cardiff, gol de Daniel James-, em jogo que define o último integrante do grupo B do Mundial, ao lado de Canadá, Qatar e Suíça.
Tetracampeã, a seleção italiana não disputa a Copa desde 2014, quando foi eliminada ainda na fase de grupos, após derrotas para Costa Rica e Uruguai. Na edição de 2018, caiu ainda na repescagem para a Suécia, e na de 2022, para a Macedônia do Norte.
Sob pressão para evitar ficar de fora pela terceira vez consecutiva, a Itália -que jogou em casa por ter melhor ranking-, saiu para o jogo e pressionou o time da Irlanda do Norte desde o início.
Apesar da maior posse de bola -cerca de 70% a 30%- e das inúmeras bolas cruzadas na área adversária -foram nove escanteios para a seleção italiana, contra dois para a norte-irlandesa-, o primeiro gol do jogo saiu apenas aos dez minutos da etapa complementar, dos pés do volante Sandro Tonali, do Newcastle, que acertou um potente chute da entrada da grade área.
O segundo gol italiano sairia apenas aos 34 minutos, com o atacante Moise Kean, da Fiorentina, aproveitando passe do próprio Tonali para acertar chute cruzado que bateu na trave antes de entrar.
A vitória representou uma revanche para a seleção italiana, que havia sido derrotada pela Irlanda do Norte em partida das Eliminatórias para a Copa de 1958, em Belfast. O resultado classificou a seleção norte-irlandesa, deixando a italiana fora da Copa pela segunda vez, após a ausência na edição inaugural de 1930, quando recusou o convite para se deslocar até o Uruguai.





