Na quarta-feira (19), a Nasa realizará um evento ao vivo às 17h (horário de Brasília) para compartilhar imagens inéditas do cometa interestelar 3I/ATLAS coletadas por diversas missões. Este evento acontecerá no Centro de Voos Espaciais Goddard da Nasa, em Greenbelt, Maryland, nos Estados Unidos. Há várias opções para assistir: no site da Nasa, no aplicativo, no canal do YouTube da agência espacial americana, além do Amazon Prime.
O cometa 3I/ATLAS foi descoberto pelo observatório Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System (ATLAS) em 1º de julho. Ele é apenas o terceiro objeto já identificado a entrar no nosso sistema solar vindo de outra parte da galáxia. Segundo a Nasa, embora não represente nenhuma ameaça à Terra e não se aproxime a menos de 274 milhões de quilômetros do nosso planeta, o cometa passou a 30,5 milhões de quilômetros de Marte no início de outubro.
O objeto, classificado como interestelar devido ao formato hiperbólico de sua trajetória orbital – o que significa que não segue uma órbita fechada ao redor do Sol -, desapareceu atrás do Sol do ponto de vista da Terra em 21 de outubro e atingiu o periélio – seu ponto de maior aproximação ao Sol – em 29 de outubro, antes de reaparecer no início de novembro.
O periélio, conforme relatado pelo Science Alert, é o momento em que é mais provável observar um cometa realizando fenômenos interessantes. No caso do 3I/ATLAS, como ele estava atrás do Sol durante o periélio, não foi possível observar essa atividade da Terra. Mas no momento ele estava muito próximo de Marte, o que levou à expectativa de que instrumentos em órbita do planeta vermelho tivessem capturado esse instante.
“Os recursos das missões científicas da Nasa conferem aos Estados Unidos a capacidade única de observar o cometa 3I/ATLAS durante quase toda a sua passagem pela nossa vizinhança celeste e estudar – com instrumentos científicos complementares e a partir de diferentes perspectivas – o seu comportamento”, declarou a agência espacial em comunicado.
O Science Alert pontua que a Nasa está sendo discreta quanto aos instrumentos envolvidos, mas é provável que, além dos orbitadores de Marte, o Hubble e o Telescópio Espacial James Webb (JWST) tenham observado o objeto do espaço. E observatórios como o telescópio de levantamento ATLAS e o Gemini podem tê-lo capturado da Terra.






