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Líderes sob pressão: o que a neurociência ensina sobre decisões e criatividade

Redação by Redação
setembro 27, 2025
in Negócios, News
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Líderes sob pressão: o que a neurociência ensina sobre decisões e criatividade
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Entre todos os executivos, poucos vivem sob tanta pressão quanto os líderes de marketing (também chamados internacionalmente de Chief Marketing Officers – CMOs). São cobrados por inovação, criatividade, resultados imediatos e retorno sobre investimento (ROI) mensurável; muitas vezes em ambientes de incerteza e competição global.

Não à toa, a empresa de recrutamento Spencer Stuart (2023) mostrou que o tempo médio de permanência de um CMO no cargo foi de 51 meses na Fortune 500 (2022) e 3,3 anos entre os 100 maiores anunciantes, uma das médias mais curtas entre funções de liderança. Comparação inevitável: lembra a rotatividade dos técnicos no futebol brasileiro.

Essas pressões geram sintomas de esgotamento e instabilidade, algo que observo também na minha prática clínica e na mentoria em gestão de crise. Cada vez mais profissionais dessa área buscam apoio tanto na saúde quanto em questões relacionais ligadas à instabilidade de carreira, demandas excessivas ou pressão por atingir metas. Surge então uma questão central: como tomar decisões estratégicas, manter a criatividade e preservar a saúde em um cenário de sobrecarga contínua e restrição de tempo?

A neurociência oferece respostas cada vez mais relevantes e este artigo traz questões aplicadas na prática e gestão da saúde.

Como tomar decisões lúcidas sob fadiga? A chamada fadiga decisória (decision fatigue), descrita pelo psicólogo social Roy Baumeister, mostra que o córtex pré-frontal, responsável pelo planejamento e pela escolha entre alternativas, tem limites de energia cognitiva: à medida que o dia avança e as escolhas se acumulam, há um esgotamento desta região, conhecido como ego depletion e a tendência é recorrer a atalhos: adiar decisões, optar pelo caminho mais fácil ou repetir fórmulas já conhecidas. Trata-se de uma heurística, prática para poupar esforço e essa economia mental pode gerar erros custosos.

O pesquisador em neuromarketing Shai Danziger, da The School Coller School of Management, Tel Aviv University, demonstrou isso de forma clara: em estudo com juízes, a chance de conceder liberdade condicional despencava conforme se aproximava a hora do intervalo, voltando a subir após a pausa. Para líderes, o risco é semelhante: campanhas mal avaliadas, orçamentos desperdiçados e vieses que distorcem métricas. Entre os mais comuns:

  • Viés de confirmação, tendência de buscar, interpretar e lembrar informações que confirmem suas crenças prévias, ignorando dados contrários.
  • Efeito manada, seguem concorrentes, ou decisões, ou ainda comportamentos do grupo sem análise crítica própria.
  • Excesso de confiança, tendência de superestimar a própria intuição e ignorar pesquisas de mercado, levando a riscos maiores.
  • Viés da recência: tendência de supervalorizar informações mais recentes e negligenciar dados mais antigos, o que pode distorcer análises e decisões.

Daniel Kahneman, economista e Prêmio Nobel, mostrou como vieses cognitivos e heurísticas influenciam decisões de forma inconsciente, exigindo atenção redobrada em escolhas estratégicas. Antonio Damasio, neurocientista da BrainProject, destacou que emoção e razão são inseparáveis no processo decisório, lembrando que líderes não escolhem apenas com lógica, mas também com sua biologia afetiva. Lisa Feldman Barrett, psicóloga e neurocientista, reforça que regular emoções é crucial para clareza mental e saúde executiva. Para líderes, fica a lição: saúde emocional é tão estratégica quanto orçamento. O psicólogo social John Bargh também mostra, em seu livro O cérebro intuitivo, como processos inconscientes moldam escolhas e influenciam o desempenho coletivo.

E como manter a criatividade viva em ambientes sob pressão?

O marketing exige inovação constante e aqui é importante diferenciar: o estresse agudo pode ser mobilizador e útil no curto prazo; o problema surge quando ele se torna crônico: inibe a criatividade ao reduzir a liberação de dopamina e limita a flexibilidade cognitiva, sufocando a criatividade e levando ao adoecimento. A privação de sono, diminuição de sonhos e oscilação de humor e imprevisibilidades emocionais são sinais claro desse impacto.

Ao contrário do senso comum, grandes ideias surgem tanto em momentos de hiperfoco, mas também quando o cérebro acessa a chamada default mode network, rede neural ativada em estados de descanso, devaneio e imaginação. É o famoso Eureka! de Arquimedes.

Pausas criativas, caminhadas e momentos de desconexão são tão importantes para campanhas quanto longas reuniões de brainstorming. Algumas das campanhas mais memoráveis nasceram em conversas informais de café ou durante trajetos a pé, antes de serem lapidadas em reuniões estruturadas. Para os líderes, cultivar condições para que o time acesse essa rede significa aumentar a originalidade das ideias e a qualidade das soluções apresentadas.

E como estimular resiliência do líder, proteger a mente e a equipe?

O cérebro de um líder sob pressão não sofre apenas no campo das ideias. O estresse agudo pode mobilizar e aumentar foco no curto prazo. O problema é quando o estresse se torna crônico: o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal dispara cortisol em excesso, comprometendo imunidade, sono e humor, elevando o risco de burnout, síndrome reconhecida pela OMS como ocupacional desde 2019. Além disso, gera e agrava conflitos relacionais no trabalho e nas relações familiares e afetivas.

Já está bem demonstrado pela ciência protocolos que auxiliam na recuperação neurofisiológica como:

  • Sono regular para restaurar circuitos de memória e atenção
  • Movimento físico para oxigenar o cérebro e regular neurotransmissores
  • Pausas respiratórias para reduzir a ativação da adrenalina (luta-fuga).
  • Alimentação balanceada que sustente glicose estável, evitando oscilações de energia mental.
  • E quando necessário, medicações específicas.

Equipes que adotam micro-pausas em reuniões longas relatam maior foco coletivo e decisões mais claras. Empresas que implementam programas de bem-estar relatam ganhos concretos: na Deloitte, empresa global de consultoria e auditoria, 77% das organizações que estruturaram pausas e iniciativas de saúde mental observaram maior engajamento e retenção de talentos

O conceito da reprogramação epigenética reforça essa visão: hábitos consistentes modulam a expressão gênica, favorecendo resiliência e longevidade cognitiva . Para executivos, investir em saúde é também investir em performance estratégica. Mas isso, infelizmente, não é o que estamos vendo. Temos assistido a toxicidade dos ambientes contaminando sistemas e trazendo adoecimento e sofrimento onde deveria haver cores e imagens, um estado atolado de depressão e maneirismos.

Dicas práticas para líderes de marketing

Traduzindo ciência em práticas exequíveis, alguns recursos simples podem fazer diferença:

  • Checklist de vieses cognitivos: antes de aprovar uma campanha – por favor, líderes! , revisem se a decisão não está enviesada por confirmação, recência ou excesso de confiança no time. Líderes que aplicam esse checklist em reuniões de aprovação de campanhas conseguem identificar pontos cegos e evitar erros custosos e perda reputacional.
  • Ritual de priorização matinal: tomar as decisões mais críticas no início do dia, quando a energia cognitiva está mais preservada. Líderes que concentram aprovações estratégicas nas primeiras horas da manhã relatam menos retrabalho e maior clareza. Evitar decisões próximo do por do sol!
  • Mapas de resiliência: inserir pausas programadas para a equipe, evitando que a sobrecarga leve a esgotamentos. Trabalho coletivo, como os de marketing, que adotam micro-pausas em projetos intensos apresentam maior engajamento criativo. Chefias: avaliem bem quando alguém pedir pausa!
  • Delegação consciente: reduzir o excesso de microdecisões que drenam energia do líder e do time, um microgerenciamento que disfarça insegurança, proselitismo e trabalho bem feito. Líderes que distribuem decisões operacionais para gestores intermediários preservam foco para escolhas estratégicas cruciais. Lideres centralizadores: aprendam a pedir e corrigir. Nada vem pronto na vida. Nosso trabalho é como tudo aquilo que cuidamos na vida. Delegue para alguém em quem confie, caso contrário, retome a liderança, reconstrua e repactue o time!

Em empresas que incorporaram programas de bem-estar e técnicas de neurociência aplicadas ao trabalho criativo, líderes relataram maior clareza na definição de prioridades, redução do turnover e campanhas mais consistentes, e o principal: menos desgaste e sofrimento humano, além de auto-respeito evolutivo. Mas também cuidado com os excessos, pois podem trazer “distração”. E em tempos de mídias e telas, consumo de tempo precioso e desatenção também causam transtornos no trabalho.

Ao unir ciência do cérebro e estratégias de liderança, abre-se um caminho para decisões mais lúcidas, campanhas mais criativas e carreiras mais sustentáveis. Em um mundo de sobrecarga informacional, entender o cérebro é tão essencial para o marketing quanto entender o mercado. É o auto-conhecimento de primeira e a coerência entre o que pensamos, sentimos e fazemos!

* Rubens Harb Bollos é médico, pesquisador, mentor, palestrante e presidente-fundador da ABMPP.org (Associação Brasileira de Medicina Personalizada e de Precisão).

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