LeBron James está enfrentando uma nova adversária fora das quadras: a inteligência artificial generativa. O jogador do Los Angeles Lakers enviou uma notificação extrajudicial à FlickUp, empresa responsável pela ferramenta Interlink AI, após a veiculação de vídeos que utilizam sua imagem em contextos considerados inaceitáveis — incluindo uma montagem que o retrata acariciando uma barriga de gravidez.
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A ofensiva judicial, revelada em reportagem do Mashable com base em informações da 404 Media, marca um dos primeiros movimentos formais de uma celebridade contra o uso indevido de sua imagem por ferramentas de IA. A Interlink AI, hospedada em um servidor no Discord, permitia a criação de vídeos realistas com atletas como Stephen Curry, Nikola Jokić e o próprio LeBron.
Um dos vídeos mais vistos ultrapassou 6,2 milhões de visualizações no Instagram e mostrava uma cena ainda mais polêmica, com um avatar de Sean “Diddy” Combs agredindo sexualmente Curry em um cenário carcerário, enquanto LeBron aparecia ao fundo.
Pressão por regulação aumenta em meio a casos envolvendo Taylor Swift, Scarlett Johansson e Steve Harvey
Segundo Jason Stacks, fundador da FlickUp, a empresa retirou imediatamente todos os vídeos com pessoas reais da plataforma após receber a notificação. Em vídeo publicado no Discord, o executivo admitiu o impacto da ação legal com a frase: “Eu estou muito fod**o.”
LeBron se junta a uma lista crescente de figuras públicas que vêm sendo alvo de deepfakes sem consentimento. Taylor Swift foi vítima de vídeos de pornografia sintética, enquanto Scarlett Johansson e Steve Harvey se manifestaram publicamente contra o uso indevido de suas imagens. Apesar disso, James é um dos primeiros a avançar para o campo legal.
Nos Estados Unidos, o Congresso está analisando propostas para conter a proliferação de conteúdos gerados por IA sem autorização. O recém-aprovado Take It Down Act criminaliza a publicação — ou ameaça de publicação — de imagens íntimas não consensuais, incluindo as criadas por IA.
Outros projetos em tramitação incluem o NO FAKES Act of 2025, que proíbe a clonagem de vozes por IA, e o Content Origin Protection and Integrity from Edited and Deepfaked Media Act, que busca garantir a rastreabilidade e a autenticidade de conteúdos manipulados.






