A nova ausência da seleção italiana na Copa do Mundo voltou a provocar forte repercussão no país. Pela terceira edição consecutiva, a Itália ficou fora do torneio após perder a final do playoff para a Bósnia e Herzegovina nos pênaltis, o que reacendeu o debate sobre mudanças profundas no futebol nacional.
Segundo a Gazzetta dello Sport, o cenário pode levar a uma reformulação completa, inclusive no comando técnico. O jornal aponta que a saída de Gennaro Gattuso é considerada praticamente certa. Além disso, o presidente da federação, Gabriele Gravina, também está pressionado após mais um fracasso.
Entre os nomes cogitados para assumir a seleção, surge como opção mais ousada o técnico Pep Guardiola, atualmente no Manchester City. O treinador espanhol tem contrato até o próximo ano e poderia ser atraído por um desafio diferente na carreira.
Outras alternativas consideradas mais viáveis são Roberto Mancini e Antonio Conte. Mancini, que comandou a Itália no título da Eurocopa de 2020, poderia retornar ao cargo, especialmente diante da possível saída de Gravina. Já Conte, atualmente no Napoli, também é visto como opção, embora sua situação contratual possa dificultar o retorno.
A necessidade de uma decisão rápida pesa sobre a federação, já que o novo treinador precisará iniciar o trabalho imediatamente para reorganizar a equipe e preparar os próximos compromissos.
A crise também repercutiu no governo italiano. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, pediu mudanças na liderança da federação.
“É claro para todos que o futebol italiano precisa ser reconstruído”, afirmou em comunicado. Segundo ele, “esse processo deve envolver uma renovação na liderança da federação”.
Abodi também rebateu críticas direcionadas ao governo. “O governo demonstrou, ao longo dos anos, seu compromisso com o esporte italiano. É incorreto tentar negar responsabilidades pela terceira eliminação consecutiva da Copa e culpar as instituições por supostas falhas”, declarou.




