SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) -O Internacional protocolou nesta terça-feira (27), na CBF, um pedido oficial para ser reconhecido como campeão brasileiro de 2005, em razão dos desdobramentos do caso conhecido como Máfia do Apito.
O documento foi entregue ao presidente da entidade, Samir Xaud, e, segundo o clube gaúcho, reúne argumentos jurídicos, esportivos e históricos relacionados ao Campeonato Brasileiro daquela temporada.
A entrega contou com a presença do presidente do Internacional, Alessandro Barcellos, do presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Luciano Hocsman, além de integrantes do departamento jurídico, conselheiros e do ex-presidente Fernando Carvalho.
Representantes da CBF das áreas jurídica e de competições também participaram da reunião.
O Inter sustenta que a anulação de 11 partidas do Brasileirão de 2005, determinada pelo STJD após a descoberta do esquema de manipulação de resultados, interferiu diretamente na disputa pelo título.
Segundo o clube, o pedido não busca retirar oficialmente a conquista do Corinthians, campeão reconhecido daquela edição, mas sim obter um reconhecimento institucional pelos prejuízos esportivos causados pelas decisões tomadas à época.
No requerimento, o Internacional afirma que o objetivo é uma “reparação histórica”.
O clube também informou que o dossiê entregue à CBF inclui pareceres técnicos, documentos jurídicos, declarações públicas de envolvidos no caso e exemplos de reconhecimentos históricos já realizados pela própria entidade.
Relembre o caso
O escândalo da Máfia do Apito veio à tona em 2005, após investigações apontarem que os árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon manipulavam resultados de partidas para favorecer apostadores.
O esquema foi revelado pelos jornalistas André Rizek e Thais Oyama, da revista Veja.
Após a denúncia, o STJD determinou a anulação de 11 jogos apitados por Edílson, que acabaram sendo remarcados.
Naquele momento, o Internacional liderava o Campeonato Brasileiro, enquanto o Corinthians aparecia na terceira colocação.
O time paulista havia perdido os dois clássicos anulados: 4 a 2 para o Santos e 3 a 2 para o São Paulo. Nos jogos remarcados, o Corinthians venceu o Santos por 3 a 2 e empatou com o São Paulo por 1 a 1, somando quatro pontos.
Ao fim da competição, o Corinthians terminou campeão com três pontos de vantagem sobre o Internacional.
A torcida colorada argumenta que, se os resultados originais tivessem sido mantidos, o clube gaúcho teria conquistado o título nacional.
Edílson Pereira de Carvalho acabou banido do futebol e virou réu em processo criminal junto com outros envolvidos no esquema.




