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Implantes cerebrais ganham precisão e levantam questões éticas sobre acesso aos pensamentos

Redação by Redação
novembro 19, 2025
in Negócios, News
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Da esquizofrenia à demência: novos sensores e IA aproximam a 'leitura da mente' da realidade
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Nas últimas duas décadas, aproximadamente 90 pessoas paralisadas ​​por lesões na medula espinhal, derrames ou distúrbios neuromusculares tiveram interfaces cérebro-computador (BCIs) implantadas para controlar tecnologias assistivas, como computadores, braços robóticos ou geradores de voz sintética.

Essas pessoas, conforme relatado pela revista Nature, demonstraram como os sinais de comando dos músculos do corpo, registrados no córtex motor do cérebro enquanto imaginam se movimentar, podem ser decodificados em comandos para dispositivos conectados

Uma voluntária que recebeu um implante BCI foi Nancy Smith, que ficou tetraplégica por conta de um acidente de carro em 2008. O sistema utilizado nela, que faleceu em 2023 de câncer, continha uma interface extra implantada em seu córtex parietal posterior, uma região do cérebro associada ao raciocínio, atenção e planejamento.

Richard Andersen, neurocientista do Instituto de Tecnologia da Califórnia, dos Estados Unidos, e líder do trabalho, acredita que, ao capturar também as intenções dos usuários e o planejamento pré-motor, as BCIs de “implante duplo” melhorarão o desempenho de dispositivos protéticos.

A pesquisa dele, aponta a Nature, também ilustra o potencial das interfaces cérebro-computador que acessam áreas fora do córtex motor. “A surpresa foi que, ao acessarmos o córtex parietal posterior, conseguimos obter sinais misturados de um grande número de áreas”, disse o especialista. “Há uma grande variedade de informações que podemos decodificar.”

Mas a capacidade desses dispositivos de acessar aspectos da vida íntima de uma pessoa, incluindo pensamentos pré-conscientes, aumenta a importância da privacidade dos dados neurais, além de levantar questões éticas sobre como as neurotecnologias podem moldar os pensamentos e ações das pessoas — especialmente quando combinadas com inteligência artificial.

Especialistas em ética temem que, sem regulamentação, esses dispositivos possam dar às empresas de tecnologia acesso a dados novos e mais precisos sobre as reações internas das pessoas a conteúdos online e de outras fontes.

“A interface cérebro-computador de todo o cérebro será o futuro”, afirmou Tom Oxley, diretor executivo da Synchron, empresa de BCI. “Isso nos leva à pergunta final: como tornar isso seguro?”

Produtos de neurotecnologia para o consumidor

Hoje, já existem diversos produtos de neurotecnologia para o consumidor. Esses produtos capturam dados menos sofisticados do que as BCIs implantáveis, e a maioria utiliza eletroencefalografia (EEG), que mede as oscilações da atividade elétrica resultantes da ativação média de grandes populações neuronais e que são detectáveis ​​no couro cabeludo.

O EEG pode revelar estados cerebrais gerais, como estado de alerta, concentração, cansaço e níveis de ansiedade. Com a IA, existe a expectativa de que a tecnologia permita decodificar mais aspectos dos processos mentais dos usuários.

Um ponto de preocupação, segundo David Lyreskog, especialista em ética da Universidade de Oxford, no Reino Unido, é que, ao contrário das BCIs voltadas para clínicas, que são regidas por regulamentações médicas e proteções de privacidade, o mercado de BCIs para o consumidor tem pouca supervisão legal. “É uma terra sem lei quando se trata de padrões regulatórios”, salientou ele à Nature.

Estudos recentes mostram que muitas empresas do setor não utilizam protocolos seguros de compartilhamento de dados e mantêm controle total sobre as informações coletadas, o que abre brechas para venda e uso não consentido.

Corrida por aplicações clínicas

No campo médico, empresas disputam quem será a primeira a obter aprovação regulatória para BCI de uso clínico geral. A Synchron avança para um ensaio decisivo junto à Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos com um dispositivo inserido em um vaso sanguíneo na superfície do córtex motor, sem necessidade de cirurgia cerebral.

A Neuralink, de Elon Musk, testou seu implante em pelo menos 13 voluntários, que o utilizam para jogar videogame, digitar ou movimentar próteses robóticas. A demanda é tamanha que mais de 10 mil pessoas já se inscreveram para participar de futuros testes, informa a empresa.

Pelo menos mais cinco empresas de BCI testaram seus dispositivos em humanos pela primeira vez nos últimos dois anos. Pesquisadores da área afirmam que as primeiras aprovações provavelmente serão para dispositivos no córtex motor que restauram a independência de pessoas com paralisia grave.

Quanto ao futuro, Nita Farahany, especialista em ética da Universidade Duke, dos Estados Unidos, afirma que ir além do córtex motor é um objetivo comum entre os desenvolvedores de BCI. “Todos eles esperam retroceder ainda mais no tempo no cérebro e chegar àquele precursor subconsciente do pensamento”, apontou.

Tom Oxley, diretor executivo da Synchron, prevê que os dados da BCI, integrados a fluxos multimodais de dados digitais, serão cada vez mais capazes de inferir informações sobre a vida interior das pessoas. Após avaliar esses dados, uma BCI poderia responder a pensamentos e desejos — potencialmente subconscientes — de maneiras que poderiam influenciar o pensamento e o comportamento.

Um estudo ainda não publicado mostra que determinadas interfaces já conseguem detectar um “sinal de erro” milissegundos antes de o usuário perceber que escolheu a opção errada em uma tela. Isso abre caminho para sistemas capazes de corrigir ações automaticamente, acelerando tarefas, mas também tomando decisões em nome do usuário.

Para especialistas, esse é o ponto crítico da discussão: se uma IA integrada ao implante começa a antecipar desejos ou intenções, onde termina a autonomia humana? A fronteira fica ainda mais tênue quando modelos linguísticos, como chatbots, passam a mediar a comunicação de usuários não verbais, sugerindo frases e moldando respostas.

Farahany observou que um chatbot de IA integrado a uma BCI que intermedie todas as comunicações de uma pessoa provavelmente terá uma influência desproporcional sobre o que ela acaba dizendo. Esse efeito seria amplificado se a IA agisse com base em intenções ou ideias pré-conscientes.

Diante de todo esse cenário, a especialista em ética da Universidade Duke e colegas defenderam uma nova forma de regulamentação de interfaces cérebro-computador que conferiria aos desenvolvedores, tanto em ambientes experimentais quanto de consumo, um dever fiduciário legal para com os usuários de seus produtos.

A Nature exemplifica que, assim como ocorre entre um advogado e seu cliente, ou um médico e seu paciente, os desenvolvedores de BCI teriam a obrigação de agir no melhor interesse do usuário.

“Se você se preocupa com a privacidade mental, deveria se preocupar muito com o que acontece com os dados quando eles saem do dispositivo”, observou a. “Acho que agora me preocupo muito mais com o que acontece dentro do dispositivo”, finalizou.

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