Austin Tucker Martin, 21, era um recém-formado no ensino médio e tinha uma empresa de arte especializada em desenhos feitos à mão
SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O jovem que foi morto ontem após entrar no terreno da residência do presidente Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida, era de uma família de apoiadores do republicano, segundo revelou o New York Times.
Austin Tucker Martin, 21, era um recém-formado no ensino médio. A reportagem do jornal americano apurou com colegas de classe que ele sonhava em ingressar na Força Aérea dos EUA, com a intenção de combinar seus interesses por aviões, engenharia e mecânica.
O suspeito tinha uma empresa de arte especializada em desenhos feitos à mão. No site consultado pelo UOL, em que também aparece o nome do jovem, a Fresh Sky Illustrations diz fazer obras emolduradas com cenas de campos de golfe, “combinando a estética do ar livre ensolarado com a estética digital dos anos 2000”.
“Ele vem de uma família muito pró-Trump e se encaixava nessa narrativa”, falou uma amiga. Clarice Bonillo, 21, disse, no entanto, que ele não se esforçava para criticar ninguém da esquerda, nem para iniciar discussões ou algo do tipo. “Ele tinha sua opinião e, na maioria das vezes, a guardava para si mesmo.”
O jovem era um eleitor registrado, mas não filiado a nenhum partido. A informação foi revelada pela imprensa dos EUA após consulta em registros eleitorais do estado. Por outro lado, algumas pessoas próximas disseram que Austin expressava opiniões conservadoras às vezes.
Grupo de colegas descreveu Austin como inteligente, gentil, prestativo e comunicativo. Dustin Rollins, 20, disse que ao Times que o jovem era “provavelmente uma das pessoas mais bondosas que eu já conheci”. “Nenhum de nós acredita que ele tenha sido um garoto terrível. Todos nós o amamos”, acrescentou.
O garoto teria se tornado mais recluso e ansioso após a morte da irmã. Em 2023, Caitlin Renea Martin morreu aos 21 anos em um acidente de carro. Rollins relatou que Austin era muito ligado à família, especialmente aos irmãos.
Familiares passaram o final de semana anunciando o desaparecimento dele nas redes sociais, antes de saberem de sua morte. “Meu sobrinho Austin Tucker Martin está desaparecido. Ele deixou sua casa às 13h ontem e não fez mais contato. Isso não é típico dele”, compartilhou Chrissie Fields no Facebook.
Caso ocorreu por volta das 1h30 no horário do leste dos EUA (3h30 no horário de Brasília) de ontem. O Serviço Secreto informou que o homem foi visto perto do portão norte com o que parecia ser uma espingarda e um galão de combustível.
Trump e sua família não estavam no local no momento do crime. De acordo com sua agenda pública, o presidente dos EUA está na Casa Branca neste fim de semana. Nenhum agente do Serviço Secreto se feriu.
A segurança ordenou que o homem largasse a arma e o galão, segundo o xerife do Condado de Palm Beach, Ric Bradshaw. Em seguida, o suspeito teria erguido a espingarda até a posição de tiro, quando os oficiais dispararam para “neutralizar a ameaça”.
O xerife disse que não sabe quantos tiros foram disparados contra o suspeito. Ele também afirmou não saber se a arma do homem estava carregada, e que isso será investigado. O crime ocorre menos de uma semana depois da prisão de um jovem de 18 anos que correu em direção ao Capitólio dos EUA com uma espingarda.
Polícia pediu ajuda de moradores que tenham imagens de câmeras de monitoramento. O porta-voz do FBI, Brett Skiles, destacou que a área onde ocorreu o tiroteio estava sob proteção do Serviço Secreto e que o FBI está coletando evidências. Ele pediu a todos os moradores da região que verifiquem suas câmeras de segurança externas em busca de qualquer detalhe e que, caso encontrem, entrem em contato com o Gabinete do Xerife de West Palm Beach.
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, afirmou que o Serviço Secreto agiu com rapidez. “As forças de segurança federais trabalham 24 horas por dia, 7 dias por semana, para manter nosso país seguro e proteger todos os americanos”, publicou no X. Pam Bondi, procuradora-geral dos Estados Unidos, declarou que está em contato com o presidente Trump e com os agentes federais.






