Julgamento em Londres envolve acusações de violação de privacidade contra a Associated Newspapers, dona do Daily Mail. Processo pode durar até nove semanas, reúne outras celebridades e deve contar com novo depoimento do duque de Sussex
O Príncipe Harry retornou ao Reino Unido nesta semana para acompanhar o que pode ser a etapa final de sua disputa judicial contra a Associated Newspapers, grupo responsável pelos jornais Daily Mail, Mail on Sunday e pelo site MailOnline.
O julgamento começou na segunda-feira, 19, no Tribunal Superior de Londres. A editora nega as acusações de violação de privacidade e uso de métodos ilegais para obtenção de informações, segundo a BBC. A ação se refere a reportagens publicadas entre 2001 e 2013, período em que o duque de Sussex afirma ter sido alvo de práticas como escutas telefônicas e contratação de investigadores privados.
A chegada de Harry ao tribunal atraiu forte atenção da imprensa britânica. Ao ser questionado por repórteres sobre o primeiro dia de audiências, respondeu de forma breve: “Bem, muito bem”. Antes do início do julgamento, um porta-voz afirmou à revista People que o príncipe estava confiante e preparado para esta nova fase do processo, que deve se estender por cerca de nove semanas.
Além de Harry, outras figuras públicas movem ações contra a Associated Newspapers, entre elas o cantor Elton John, a atriz Elizabeth Hurley e a produtora Sadie Frost. O advogado dos autores, David Sherborne, sustenta que os artigos publicados tiveram um impacto profundamente angustiante sobre os envolvidos.
Veículos britânicos como The Guardian e Sky News informam que o príncipe deve prestar depoimento na próxima quinta-feira, 22. Será a segunda vez em três anos que Harry fala em tribunal. Em 2023, ele se tornou o primeiro membro sênior da família real britânica a depor em mais de 130 anos, ao vencer uma ação contra o Mirror Group Newspapers, quando recebeu uma indenização considerada significativa.
Agora, o duque de Sussex espera um desfecho semelhante no processo contra a Associated Newspapers, encerrando mais um capítulo de sua longa batalha judicial contra os tabloides do Reino Unido.






