A fintech BK Bank é um dos alvos da megaoperação realizada nesta quinta-feira (28) pela Polícia Federal e Receita, batizada de Carbono Oculto, que investiga um esquema criminoso no setor de combustíveis, que contava com a participação de integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC)
Segundo o jornal Valor Econômico, a empresa, fundada em 2019, tem como sócios Danilo Augusto Tonin Elena, Caio Henrique Hyppolito Galvani e Camila Cristina de Moura Caron. A fintech recebeu licença do Banco Central para atuar como instituição de pagamento, na modalidade emissor de moeda eletrônica, em novembro do ano passado. Sua sede fica em Barueri, em São Paulo, e o capital social é de R$ 9,075 milhões.
A empresa descreve, em seu site, que atua como um facilitador de pagamentos, atendendo diversas necessidades financeiras e administrativas de empresas com soluções focadas em tecnologia e segurança.
Segundo dados do sistema IFData, do Banco Central, em março ela tinha R$ 382,7 mil em ativos e patrimônio líquido de R$ 37 mil. No primeiro trimestre deste ano, teve prejuízo de R$ 1 mil.
Em nota ao Valor Econômico, o BK Bank disse que foi surpreendido com sua inclusão na investigação. “A instituição de pagamentos é devidamente autorizada, regulada e fiscalizada pelo Banco Central do Brasil e conduz todas as suas atividades com total transparência, observando rigorosos padrões de compliance”, comentou.
O BK Bank reiterou ainda seu “compromisso com a legalidade” e colocou-se à inteira disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar plenamente com as investigações.
Segundo a Receita Federal, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em cerca de 350 alvos – pessoas físicas e jurídicas – localizados em São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) também ingressou com ações judiciais cíveis de bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos, para a garantia do crédito tributário.
As investigações apontam um esquema que, ao mesmo tempo que lavava o dinheiro proveniente do crime, obtinha elevados lucros na cadeia produtiva de combustíveis. O uso de centenas de empresas operacionais na fraude permitia encobrir os recursos de origem criminosa. A sonegação fiscal e a adulteração de produtos aumentavam os lucros dos envolvidos.






