Apesar da recuperação ocasional do mercado de ações, a Tesla está claramente em dificuldades. A empresa de veículos elétricos de Elon Musk sofreu quedas acentuadas nas vendas no último ano em todo o mundo, mesmo com sua recente entrada em novos mercados, como a Índia.
Agora, ao mesmo tempo em que a montadora luta para se manter competitiva no mercado, um dos principais impulsionadores do seu lucro está prestes a secar, à medida que o governo dos EUA muda as políticas sobre um ativo ambiental conhecido como crédito regulatório – comprado de fabricantes de veículos elétricos como a Tesla por montadoras tradicionais para compensar emissões de poluentes.
Isso porque o ‘”One Big Beautiful Bill Act'”, novo projeto de lei de Trump sobre impostos e gastos, prevê, no fim de setembro, o encerramento dos créditos regulatórios para veículos elétricos.
Segundo a Reuters, sem a receita desses créditos, a Tesla teria registrado prejuízo no primeiro trimestre de 2025, e Musk pode ser pressionado a dizer aos investidores por quanto tempo acredita que a Tesla conseguirá vender os créditos. A empresa divulgará seus resultados financeiros do segundo trimestre nesta quarta-feira (23).
Analistas da William Blair preveem que os ganhos da Tesla com créditos devem cair de US$ 2,17 bilhões (R$ 12,1 bilhões) neste ano para US$ 595 milhões (R$ 3,3 bilhões) em 2026, antes de desaparecerem completamente em 2027.
Na tentativa de evitar um colapso ainda maior de seus negócios, a Tesla realizou uma série de manobras cada vez mais desesperadas nas últimas semanas. Recentemente, a empresa começou a lançar uma variedade de ofertas especiais para motoristas, incluindo a inauguração de um restaurante drive-in com estações de recargas para carros elétricos, muitas das quais seriam impensáveis há apenas alguns anos.






