A intervenção extrajudicial do Banco Central no Banco Master colocou sob foco a exposição do Nubank aos títulos emitidos pela companhia controlada por Daniel Vorcaro. O banco digital mantinha quase R$ 3 bilhões em papéis do Master em suas carteiras. Mas conta com cerca de 99% desse volume para ressarcir os clientes: o valor foi coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Embora integrasse a lista das empresas distribuidoras com estoque relevante dos títulos do Master, a fintech não operava com assessores parceiros ou distribuição por terceiros, ao contrário da XP Investimentos e do BTG Pactual.
De acordo com informações do Valor Econômico, o Nubank já havia interrompido a distribuição primária desses papéis desde julho de 2024, o que reduziu novas entradas de investidores no produto antes da crise se agravar.
O episódio reacendeu discussões no setor financeiro sobre o papel das plataformas na seleção e oferta de ativos bancários. No caso do Nubank, o ponto central é a forma como os papéis foram incorporados à sua plataforma de investimentos e até que ponto a interrupção antecipada da distribuição minimizou a exposição dos clientes.






