Talvez você já tenha ouvido trechos de “Arriadin por Tu”, “Flor de Flamboyant” e “Meu Bem” enquanto rolava o feed de Reels ou navegava pelo TikTok. Essas são algumas das faixas que integram o álbum Dominguinho, um projeto que mostra como a internet ainda consegue transformar uma ideia em um movimento cultural. O que começou como uma reunião entre os cantores João Gomes, 23 anos, Mestrinho, 37, e Jota.pê, 32, para homenagear Dominguinhos, ícone da sanfona brasileira, se transformou em um fenômeno nas redes sociais, lotando shows pelo Brasil e conquistando uma indicação ao Grammy Latino.
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“Está dando tudo certo nessa caminhada”, comentou João Gomes, em entrevista à Época NEGÓCIOS. Lançado em abril deste ano, o projeto, que conta com 12 faixas regadas a forró, já acumula mais de 6,2 milhões de visualizações no YouTube. Pouco menos de dois meses após o lançamento, o álbum já somava 40 milhões de streams no Spotify.
Além de faixas inéditas, o álbum inclui incluem canções como “Flor de Flamboyant”, originalmente interpretada pelo cantor e locutor de vaquejada Kara Véia, e “Pontes Indestrutíveis”, da banda Charlie Brown Jr..
Para Gomes, nascido em Serrita, interior de Pernambuco, as redes sociais foram fundamentais para impulsionar o trabalho. “Antigamente, pra gente ter acesso àos artistas dos quais era fã, tinha que esperar aparecer na televisão ou alguma outra oportunidade. Hoje a gente pode se promover online”, afirma.
Para divulgar o trio, foi criada uma conta oficial no Instagram (@dominguinho), que já reúne 111 mil seguidores. Na plataforma, são compartilhadas as faixas do álbum, calendário de apresentações, itens exclusivos da loja oficial da turnê e bastidores. Alguns dos reels já alcançaram 2 milhões de visualizações.
“Esses usuários, depois que começam a te acompanhar, nunca te abandonam. A gente tem nosso público fiel ali, e isso é uma bênção”, afirma o cantor.
Mestrinho, sanfoneiro nascido em Itabaiana, Sergipe, conta que o álbum nasceu sem a pretensão de se tornar um fenômeno, mas acabou estourando a bolha de seus públicos e atingindo ouvintes de idades e gostos distintos.
O cantor Jota.pê, nascido em Osasco, Grande São Paulo, explica que a turnê Dominguinho não estava nos planos. Ele conta que foi graças à visibilidade e ao sucesso do álbum nas redes sociais que os três começaram a organizar as apresentações, incluindo as datas marcadas na Europa. “A turnê quem planejou foi o público. A gente imaginava tocar em algum lugar em São Paulo, uma festa única… mas tivemos muitas demanas e uma aceitação super positiva”, conta.
A turnê, que já passou por São Paulo, Fortaleza e São Luís, segue para outros estados até fevereiro de 2026, e depois viaja para a Europa. “Nosso coração sentiu que a turnê ia dar certo porque a galera cantava as músicas do início até o fim. Foi mágico”, diz Mestrinho.
Rumo ao Grammy Latino
Para comemorar o sucesso do projeto, João Gomes, Maestrinho e Jota.pê lançaram Baile Dominguinho, uma extensão em formato de EP com três músicas de compositores nordestinos: “Velha Roupa Colorida”, de Belchior; “Eu Só Quero um Xodó”, de Dominguinhos e Anastácia; e “Dona da Minha Cabeça”, interpretada por Geraldo Azevedo e Fausto Nilo.
Apesar do sucesso, os artistas não confirmaram a possibilidade de um Dominguinho 2. “A gente já conversou, mas estamos vivendo esse primeiro com muita intensidade. É uma responsabilidade muito grande. Nesse momento, só queremos manter esse sentimento no coração das pessoas”, disse Jota.pê.
No dia 13 de novembro, o trio concorre ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa, com o álbum Dominguinho. João Gomes comenta que ser indicado já representa um marco em sua carreira. “Ser indicado já é maravilhoso. Sempre foi meu sonho fazer parte de uma cena musical tão incrível.”
“A expectativa pra mim já foi alcançada: estar concorrendo”, diz Mestrinho. “É claro que a gente quer ganhar, mas se isso não acontecer, a gente tá feliz igual.”
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