A Catálise Investimentos, gestora de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) da região Sul, decidiu automatizar a análise jurídica de documentos, especialmente contratos e regulamentos do setor financeiro.
Para tal, desenvolveu em parceria com a consultoria CloudDog uma solução baseada em inteligência artificial utilizando a plataforma Amazon Bedrock. A proposta envolvia a criação de um chatbot inteligente capaz de analisar exclusivamente os documentos inseridos na base da Catálise.
“Criamos uma solução de Processamento Inteligente de Documentos (IDP) para uma área que lida com documentos muito extensos, com muitas cláusulas regulatórias, então era um desafio fazer essa análise manual, lendo página por página, tentando encontrar valor por valor, era algo que demandava muito tempo dos funcionários”, afirma Gabriel Lourenço, desenvolvedor de soluções de IA generativa na CloudDog.
O sistema adotado em 2024 permite o envio de documentos de forma individual ou em lote, incluindo arquivos zipados, com descompactação e indexação automáticas. Conta ainda com busca contextual, respostas com fontes citadas, histórico de interações e um painel de gestão inteligente para múltiplas empresas.
Desde então, o projeto já reduziu em mais de 60% o tempo necessário para leitura e processamento de documentos operacionais e em 70% os erros de interpretação. Proporcionou ainda uma economia média de 25 horas mensais por colaborador – as 2 horas que levava em média para analisar cada documento caíram para 45 minutos.
A área jurídica foi a primeira a utilizar a nova ferramenta, mas outras equipes já sinalizam interesse. O setor de operações, por exemplo, planeja expandir o uso da IA para análise de regulamentos e treinamentos. A Catálise também estuda modelos de machine learning voltados à análise de crédito e balanços empresariais, com o objetivo de, futuramente, oferecer esses recursos a clientes externos.
Segundo André Fauth, sócio e CEO da gestora, a inovação é um dos pré-requisitos no planejamento estratégico da Catálise para escalar ainda mais o negócio. “Devemos fechar 2025 com R$ 15 bilhões sob gestão e dobrar essa cifra no próximo ano, com 300 fundos. E isso será possível principalmente com o uso de tecnologia em nossas operações”, diz.






