Em Idaho, no norte dos Estados Unidos, um casal de millenials está transformando um pedaço da história naval em uma casa de família. Courtney Casey, de 31 anos, e seu marido Riley, 33, compraram um barco usado pela Marinha como centro de testes acústicos e decidiram convertê-lo em um lar flutuante.
O espaço, que já serviu a pesquisas com submarinos e chegou a ser descrito como um “calabouço” sem janelas, agora ganha vida nova com cerca de 84 metros quadrados reformados. O projeto prevê dois quartos no piso térreo, dois dormitórios no mezanino, cozinha, banheiro e uma ampla sala integrada. O barco poderá receber até sete pessoas e terá aquecimento, ar-condicionado e água encanada.
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A ideia de morar em um barco não surgiu do nada: Riley cresceu participando de viagens em casa-barco com a família e guardou boas memórias da experiência. Já adultos, o casal se encantou ao ver a embarcação ancorada em uma marina local e conseguiu convencer o antigo dono a vendê-la.
“Nada é nivelado e o barco está sempre se movendo, mas depois que colocamos as janelas e portas, o projeto deslanchou”, contou Courtney, à Newsweek.
Conhecidos pelo canal do YouTube Ambition Strikes, em que documentam grandes projetos de “faça você mesmo”, os Caseys já construíram uma cabine fora da rede elétrica, uma casa-container dos anos 1920 e até um caminhão-casa. O novo projeto reflete também um movimento crescente nos EUA, em que famílias buscam soluções alternativas de moradia diante do alto preço dos imóveis.
Segundo a plataforma Redfin, o valor médio de venda de casas nos Estados Unidos chegou a US$ 2,4 milhões (R$ 13 bilhões) em junho deste ano, quase 15% acima do registrado em 2021.
Com a habitação tradicional cada vez menos acessível, cresce o interesse por opções como casas minúsculas e residências não convencionais. Para os Caseys, além do desafio, a motivação também vem da comunidade online que acompanha e apoia seus projetos.
“Não existe chance de fazermos isso sozinhos. Nossa audiência é parte fundamental da jornada”, disse Courtney.






