A pouco mais de um mês para o Natal, duas das maiores varejistas nacionais resolveram unir forças para vender mais. A Americanas e o Magazine Luiza anunciaram nesta terça-feira um acordo para combinar suas operações de vendas pela internet.
A partir de hoje, além do seu site de comércio eletrônico, a Americanas vai iniciar a venda de produtos de suas lojas físicas também na plataforma digital do Magalu. As próximas semanas, será a vez da Magazine Luiza também oferecer seus itens de estoque próprio no e-commerce da Americanas.
A parceria, diz nota divulgada pelas empresas, “combina um mix complementar e sinérgico de produtos”, já que a Americanas se destaca em vendas nas categorias de bomboniere, alimentos, limpeza, higiene pessoal, utilidades domésticas, escritório e tantos outros departamentos, enquanto o Magazine Luiza “lidera o mercado em linha branca, áudio e vídeo, telefonia, móveis e portáteis”.
De acordo com um relatório do banco americano Citi, o Magazine Luiza registrou, em outubro, 56 milhões de usuários ativos mensais, sendo a quarta plataforma de e-commerce mais acessada pelos brasileiros. Ela era superada pelo Mercado Livre (124 milhões de usuários ativos mensais no país) e pela Shopee (com 123 milhões). As Americanas não figuravam separadamente no ranking do banco.
A parceria terá início com um grupo piloto de 50 lojas físicas das Americanas em 15 capitais do país. As empresas estimam, até dezembro, integrar todas as lojas das Americanas — cerca de 1,4 mil no país — com o serviço on-line nas duas plataformas.
“Essa parceria nasce da complementaridade das operações e da força de duas marcas reconhecidas e amadas pelos clientes, para ampliar conveniência, sortimento e velocidade de entrega. Mais uma vez, priorizamos a melhor experiência de compra ao nosso cliente, indo aonde ele está”, diz Fernando Soares, CEO da Americanas, em comunicado divulgado na tarde desta terça-feira.
O acordo é um dos primeiros projetos de impacto de Soares à frente da Americanas, que assumiu no mês passado. A companhia está em recuperação judicial desde, após a descoberta de uma fraude contábil que fez a empresa entrar em crise com uma dívida bilionária.
Frederico Trajano, CEO do Magalu, afirmou que a atuação conjunta “fortalece a nossa operação omnichannel ao integrar as lojas físicas da Americanas ao nosso marketplace”.






