Poucos festivais do mundo ousaram tanto quanto o Tomorrowland. De um evento local na Bélgica, ele se transformou em uma marca global que mistura música, design, turismo de luxo e criptoativos.
A edição de 2025 será realizada de 10 a 12 de outubro no Parque Maeda, em Itu (SP). O tema será “Life”, com ambientação inspirada no reino místico de Silvyra. Estão previstas apresentações de nomes como Alok (com o Something Else), Armin van Buuren, Steve Aoki, Axwell, Vintage Culture, Dimitri Vegas, Nicky Romero, Meduza e Lost Frequencies.
Agora, com os olhos voltados para o Brasil – e um plano de crescimento que desafia modelos tradicionais –, o CEO, Bruno Vanwelsenaers, explica que o festival quer mais do que plateias lotadas: quer criar uma experiência que dure o ano inteiro.
“Começamos há 21 anos na Bélgica. Com o tempo, percebemos que tínhamos uma marca única nas mãos, e fomos ampliando o escopo. Hoje, somos uma empresa de entretenimento global”, afirma o CEO.
A tecnologia tem papel central na experiência. “Fomos um dos primeiros eventos a usar pulseiras de acesso e pagamentos cashless. Agora, estamos testando NFTs e parcerias com exchanges. Ainda é cedo para saber aonde isso vai nos levar, mas acreditamos no potencial dos criptoativos.”
Desde 2015, o Brasil passou a fazer parte da estratégia de expansão da marca. Segundo o CEO, a conexão com o público brasileiro vai além da música. “O Brasil é um lugar onde as pessoas celebram a vida com paixão. Temos uma conexão forte com o público. Tanto que o festival brasileiro tem elementos próprios, misturando o DNA do Tomorrowland com a cultura local.”
Os números do festival
– 150 mil pessoas compareceram ao Tomorrowland Brasil em 2024
– 10 mil pessoas trabalharam nos bastidores
– Mais de 150 artistas se apresentaram nos seis palcos
– 3 mil painéis de LED vão iluminar em 2025 o palco principal, que terá 36 metros de altura e 160 de largura
(Matéria publicada originalmente na edição de agosto de Época NEGÓCIOS)






