O ouro chegou a ultrapassar os US$ 4.300 a onça nesta sexta-feira (17), mas operava em queda de 1% nesta tarde, enquanto o bitcoin seguia uma trajetória de recuo de mais de 1%, cotado a cerca de US$ 106.820.
Mas o que explica esse movimento? O aumento pela busca do metal se deve às incertezas geopolíticas e econômicas do momento atual. Na última semana, Estados Unidos e China travaram mais uma batalha em torno de tarifas adicionais a produtos chineses, tumultuando os mercados.
O presidente Donald Trump ameaçou impor tarifas de 100% sobre China por conta de medidas anunciadas pelo país asiático no controle de exportação de terras raras e outros materiais. A China, por sua vez, reagiu com fortes críticas ao país e dizendo que não tem medo de uma guerra comercial.
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Nesta sexta-feira, porém, uma fala mais amistosa de Trump, afirmando que as tarifas de 100% não são sustentáveis, durante uma entrevista ao Fox Business, aliviou a pressão, levando à queda do metal.
Diante de tensões comerciais, instabilidade financeira e dúvidas sobre o cenário macro, investidores tendem a buscar ativos seguros, como o ouro. Por outro lado, incertezas globais acabam penalizando ativos mais arriscados como criptomoedas.
Mas, no caso do bitcoin, a queda se deve principalmente pela preocupação dos investidores com a saúde financeira dos bancos regionais dos Estados Unidos e com o risco de crédito no sistema bancário do país, após Western Alliance e Zions Bancorp denunciarem um suposto problema com empréstimos fraudulentos. É preciso acompanhar, portanto, para entender se a queda vai continuar ou é um movimento passageiro.






