As empresas estão priorizando a inteligência artificial para preencher lacunas de habilidades em detrimento de novas contratações, e isso está impactando a Geração Z (pessoas nascidas entre meados da década de 1990 e início dos anos 2010). A constatação é de uma pesquisa da British Standards Institution (BSI), o órgão nacional de normalização do Reino Unido.
Para este trabalho, foram consultados mais de 850 líderes empresariais em sete países (Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha, Austrália, China e Japão). Quatro em cada 10 (41%) disseram que a IA estava permitindo que eles reduzissem o número de funcionários.
Outros dados são que 31% dos participantes afirmaram que sua organização estava buscando soluções de IA antes de considerar contratar uma pessoa e um quarto acreditam que todas ou a maioria das tarefas realizadas por colegas de nível básico poderiam ser executadas por IA.
Trinta e nove por cento dos líderes ainda apontaram que as funções de nível básico já haviam sido reduzidas ou cortadas como resultado de ganhos de eficiência obtidos com o uso de ferramentas de IA para conduzir pesquisas ou executar tarefas administrativas e de briefing.
Além disso, 53% creem que os benefícios da implementação da inteligência artificial nas empresas superariam a interrupção na força de trabalho e 76% esperam que novas ferramentas ofereçam benefícios tangíveis às suas organizações nos próximos 12 meses.
O estudo mostrou que a IA está sendo rapidamente adotada pelas empresas do Reino Unido e que elas estão investindo na tecnologia principalmente para melhorar a produtividade e a eficiência, além de cortar custos e preencher lacunas de habilidades. Também revelou que a palavra “automação” apareceu quase sete vezes mais frequentemente do que “upskilling” ou “retreinamento” nos relatórios anuais das companhias.
“A IA representa uma enorme oportunidade para empresas em todo o mundo, mas, à medida que buscam maior produtividade e eficiência, não devemos perder de vista o fato de que, em última análise, são as pessoas que impulsionam o progresso”, observou Susan Taylor Martin, diretora executiva da BSI, citada pelo The Guardian.
E ela finalizou: “Nossa pesquisa deixa claro que a tensão entre aproveitar ao máximo a IA e viabilizar uma força de trabalho próspera é o desafio definidor da nossa época. Há uma necessidade urgente de pensamento de longo prazo e investimento na força de trabalho, juntamente com investimentos em ferramentas de IA, para garantir empregos sustentáveis e produtivos.”






