As ações da Nvidia registraram alta nesta quarta-feira (8), após declarações do CEO Jensen Huang à rede norte-americana CNBC sobre o crescimento acentuado na demanda por computação voltada à inteligência artificial. De acordo com a entrevista exibida no programa “Squawk Box”, Huang destacou que os últimos seis meses marcaram um aumento substancial no uso de poder computacional, refletindo diretamente na valorização da empresa no mercado.
“Este ano, especialmente nos últimos seis meses, a demanda por computação aumentou substancialmente”, afirmou Huang, ao ser questionado sobre as principais preocupações dos investidores.
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A movimentação do mercado foi imediata: as ações da Nvidia subiram cerca de 2% no mesmo dia, contribuindo para o avanço do índice Nasdaq Composite.
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Dois vetores de crescimento: poder e procura
Na avaliação do CEO, a expansão dos modelos de inteligência artificial, que evoluíram de simples respostas a sistemas capazes de realizar raciocínios complexos – está promovendo o crescimento simultâneo da necessidade de poder computacional e da demanda de mercado.
“O que temos agora são dois crescimentos exponenciais acontecendo ao mesmo tempo”, disse Huang, conforme registrado pela CNBC. “As IAs estão inteligentes o suficiente para que todos queiram utilizá-las.”
Esse cenário positivo inclui a forte procura pelo Blackwell, o chip mais avançado da Nvidia, que o executivo classificou como o início de uma nova fase: “Estamos no começo de uma nova infraestrutura, o início de uma nova revolução industrial.”
Investimentos e desafios de infraestrutura
Um dos destaques recentes da empresa foi o anúncio do investimento de US$ 100 bilhões na construção de data centers em parceria com a OpenAI. A iniciativa prevê a criação de centros com capacidade total de 10 gigawatts, utilizando chips Nvidia, volume equivalente ao consumo energético anual de cerca de 8 milhões de residências nos Estados Unidos.
Apesar do otimismo, o crescimento acelerado do setor traz um alerta: a infraestrutura energética atual pode não acompanhar a velocidade da transformação. Huang apontou que a China está mais adiantada que os Estados Unidos nesse aspecto, destacando a necessidade de geração de energia fora da rede elétrica tradicional.
“A indústria de IA precisará gerar energia por conta própria para avançar com rapidez e proteger os consumidores do aumento nas tarifas”, explicou. Segundo o CEO, essa geração deveria começar por gás natural e, futuramente, considerar fontes como a nuclear.
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