Na Belém atual, onde a vida urbana e natureza convivem lado a lado, pulsa uma infinidade de cheiros, produtos e ideias relacionados à identidade amazônica que acaba influenciando a própria dinâmica dos negócios. Transformar esses produtos em soluções viáveis do ponto de vista comercial é o desafio de muitos empreendedores da cidade que sediará a COP30, em novembro.
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E é próximo à Baía do Guajará, em um casarão revitalizado na Avenida Governador José Malcher, que foi criado um ambiente que pretende se tornar referência em conexões sustentáveis na Amazônia. A Casa Cubo, iniciativa do Cubo Itaú, funciona como hub de inovação e negócios de impacto, voltado à bioeconomia, rastreabilidade, agricultura sustentável e cadeias produtivas da região. O espaço integra a Jornada ESG 2025 da empresa.
A localização é estratégica. Está em uma via histórica que conecta o centro à parte mais moderna da cidade — um lugar onde cultura e negócios fervilham.
“A Casa Cubo foi pensada justamente para ser um espaço de cocriação com o ecossistema local, onde inovação e sustentabilidade estejam sempre ancoradas na realidade amazônica”, explica Filipe Guimarães, Head de Corporates e Customer Experience do Cubo Itaú. “Nosso foco está em conectar startups, negócios de impacto, investidores e representantes das cadeias produtivas desde o início dos projetos.”
Com uma agenda quinzenal de painéis, rodadas de negócios e encontros de cocriação, a Casa Cubo tem como objetivo ampliar o protagonismo dos empreendedores da Amazônia, conectando-os a investidores, pesquisadores e grandes empresas interessadas em soluções de baixo carbono e inovação verde.
Estratégia
A estratégia, segundo Guimarães, é garantir que as soluções desenvolvidas na Casa Cubo não fiquem apenas no campo das ideias.
“Queremos que as conexões feitas aqui resultem em projetos concretos, com impacto real sobre a economia da floresta. As iniciativas com potencial validado poderão ganhar escala, receber mentorias e acessar oportunidades de negócios. Isso ajuda a transformar boas ideias em resultados tangíveis para a conservação e o desenvolvimento da Amazônia.”
A proposta também considera a desigualdade de acesso que muitas startups da região enfrentam. Segundo o Observatório Sebrae Startups, o Norte reúne 646 startups — sendo o Pará o estado com maior número (147). No entanto, grande parte dessas iniciativas ainda carece de acesso a redes, capital e estrutura para crescer.
“Queremos ampliar o acesso dos empreendedores amazônidas a conexões e oportunidades que muitas vezes estão concentradas nos grandes centros urbanos. A Casa Cubo é um ambiente para troca, formação de parcerias e fomento de negócios com potencial transformador para a região”, destaca Filipe.
Além da COP30
Embora funcione até a conferência do clima, a Casa Cubo não é um projeto limitado à COP30. Filipe Guimarães afirma que a presença do Cubo Itaú na Amazônia é estratégica e permanente.
“Nossa intenção é que a Casa Cubo seja o ponto de partida para uma presença duradoura na região. Já vínhamos desenvolvendo iniciativas como o BID ao Cubo e o programa Amazônia ao Cubo, que teve duas edições e terá outras. Queremos deixar como legado uma rede estruturada de conexões, com empreendedores, investidores, pesquisadores e grandes empresas atuando juntos por soluções sustentáveis”.
A ambição, segundo ele, é ajudar a posicionar a Amazônia como um polo global de inovação verde. “Acreditamos que o maior legado será construir uma agenda contínua de negócios sustentáveis que gerem emprego, renda e inclusão social a partir da valorização dos ativos da floresta e do conhecimento local.”
Design
Para traduzir a proposta inovadora do espaço, a Casa Cubo foi instalada em ambiente concebido a partir do projeto Lounge Elephant – Belém, assinado pela Saint-Gobain. O lounge conta com design sensorial, conforto acústico e materiais que conectam elementos urbanos e naturais.
Entre os destaques: nuvens Sonex Octogonal e painéis Nexacustic para tratamento acústico; vidro texturizado cebrace e cimento queimado, em equilíbrio entre rusticidade e modernidade; revestimentos Illtec e piso antiderrapante Tekbond, com foco em segurança e estética.
O ambiente foi desenhado para proporcionar experiências imersivas e estimular o pensamento colaborativo, reunindo tecnologia, bioeconomia e cultura amazônica em um só lugar. “A Amazônia tem tudo para se tornar protagonista global em inovação verde. A Casa Cubo é um convite à ação concreta, à colaboração e ao desenvolvimento sustentável com raízes locais e alcance global”, conclui Filipe Guimarães.
Casa Cubo Belém
Local: Belém (PA) Programação: encontros quinzenais, mentorias, oficinas e painéis
Foco: inovação sustentável, rastreabilidade, bioeconomia e cadeias produtivas
Endereço: Av. Gov. José Malcher, 153, bairro de Nazaré, Belém (PA)
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