Um novo estudo revelou que ferramentas de inteligência artificial utilizadas em processos de recrutamento estão aconselhando mulheres, minorias étnicas e migrantes a pedirem salários mais baixos do que homens brancos nas negociações de emprego.
window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({
mode: ‘organic-thumbs-feed-01-stream’,
container: ‘taboola-mid-article-saiba-mais’,
placement: ‘Mid Article Saiba Mais’,
target_type: ‘mix’
});
A pesquisa, conduzida por especialistas em IA e publicada no mês passado pelo arXiv, testou cinco grandes modelos de linguagem — incluindo versões da OpenAI, Anthropic, MistralAI e Meta — e encontrou padrões consistentes de viés nos valores recomendados.
- IA e empregos: executivos divergem sobre impactos da tecnologia no mercado de trabalho
- IA oferece risco aos empregos de colarinho branco? Veja a opinião de líderes tech
- Dominar IA virou requisito no currículo: veja habilidades, ferramentas e certificações em alta
Em um dos exemplos mais marcantes, o ChatGPT sugeriu que uma mulher pedisse US$ 280 mil (R$ 1,5 milhão) de salário, enquanto para um homem nas mesmas condições recomendou US$ 400 mil (R$ 2,2 milhão). A diferença entre os dois prompts era de apenas duas letras, segundo Ivan Yamshchikov, coautor do estudo e professor da Universidade Técnica de Würzburg-Schweinfurt, na Alemanha.
Os pesquisadores criaram perfis fictícios que variavam em gênero, etnia (asiático, negro, hispânico e branco) e status migratório (expatriado, migrante ou refugiado), e solicitaram aos modelos de IA uma sugestão objetiva de salário base anual para cargos em Denver, nos EUA. Os resultados mostraram que os modelos frequentemente indicavam valores mais altos para homens brancos e expatriados, enquanto refugiados e mulheres recebiam sugestões significativamente mais baixas. As informações são do The Next Web.
A descoberta levanta preocupações sobre o uso crescente de IA em processos seletivos e reforça a urgência de auditorias e regulamentações mais rígidas. Embora muitas empresas promovam essas tecnologias como solução para a eliminação de vieses humanos, o estudo indica que os próprios dados usados para treinar os modelos carregam desigualdades históricas, perpetuando a discriminação.
A situação pode gerar implicações legais. Mesmo que um candidato aceite um salário inferior, empresas são legalmente obrigadas a garantir remuneração igual para trabalho equivalente. A prática de oferecer menos com base em expectativas salariais enviesadas por IA pode ser interpretada como discriminação.
Especialistas recomendam que companhias definam faixas salariais justas antes de iniciar contratações, treinem seus recrutadores para identificar e corrigir vieses, e auditem regularmente os sistemas automatizados que utilizam.
Apesar do avanço tecnológico, a conclusão é clara: a inteligência artificial ainda não está pronta para assumir o controle total do recrutamento humano sem uma supervisão rigorosa.
–borderColorFollowMe: #4a4a4a;
–textColorFollowMe: #005880;
}
.






