No ambiente de negócios brasileiro, é recorrente o sentimento de que o alto custo de capital limita as estratégias de crescimento de longo prazo. Sem dúvida, a elevação do custo para financiar projetos relevantes é um fator crucial na tomada de decisões. Contudo, é igualmente importante analisar outros elementos, em especial, a própria visão de longo prazo por parte dos tomadores de decisão no país.
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Um dos pontos centrais é a predominância de uma mentalidade de curto prazo entre muitas lideranças, que frequentemente vinculam suas decisões a ciclos eleitorais e a benefícios financeiros imediatos, por exemplo, deixando em segundo plano o legado e a construção de futuros sustentáveis para suas organizações. Repensar o papel da alta liderança na definição de estratégias e na disciplina diária de execução é, portanto, essencial.
Outro desafio é a instabilidade das regras para se fazer negócios no Brasil. As constantes alterações em políticas fiscais, tributárias e trabalhistas, segundo dados da Fundação Dom Cabral (FDC) em parceria com o Fórum Econômico Mundial (WEF), colocam o país em desvantagem frente a outras economias. Essa volatilidade, somada à lentidão na tomada de decisões e aos impactos tributários, desencoraja investimentos de longo prazo. Em muitos casos, o alto custo de capital é consequência direta do risco jurídico percebido, alimentando um ciclo vicioso que inibe novos negócios.
No campo trabalhista, além das frequentes mudanças regulatórias, pesa o custo elevado. Um aspecto delicado é o aumento de litígios movidos por colaboradores em busca de brechas legais para indenizações, o que eleva gastos com advogados e multas em nível elevados.
A qualidade da mão de obra também merece atenção. Os estudos da FDC com o WEF apontam grandes desafios para o crescimento da produtividade no Brasil, desde a necessidade de uma formação básica mais rigorosa até o alinhamento do ensino superior às demandas do mercado. É urgente incentivar a formação de especialistas em áreas técnicas, com foco em inovação, geração de riqueza e competitividade. O resultado esperado seria um mercado de trabalho mais qualificado, tecnológico e inovador.
Pensar estrategicamente o futuro, tanto no setor público quanto no privado é imperativo. Ao invés de manter o foco apenas em juros, déficits fiscais e disputas políticas, deveríamos ampliar o debate sobre investimentos em infraestrutura, educação, transição para uma economia verde e inovação de alto impacto.
O país pode estar desperdiçando uma janela de oportunidades pela ausência de lideranças capazes de provocar transformações e guiar caminhos de longo prazo, algo que outros países já fazem e com destaque importante. As opções estão à mesa. Cabe decidir, agir e trabalhar com persistência pelo futuro que se deseja construir. Vale a reflexão.
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