A OpenAI, dona do ChatGPT, está emergindo como um player importante no cenário de inteligência artificial da Índia. Em um relatório de pesquisa sobre a startup, o banco de investimentos JPMorgan destacou o país como uma estratégica de crescimento para a empresa, segundo informou o Business Insider.
De acordo com analistas do JPMorgan, impulsionada pela IA conversacional, a OpenAI está se posicionando para capturar uma fatia significativa da enorme população indiana, nativa digital e com foco em dispositivos móveis.
A Índia tem mais de 945 milhões de usuários de telefones celulares e é uma das populações mais jovens do mundo, o que reforça como o país pode ser potencial para a empresa.
Segundo o JPMorgan, o ChatGPT teve um crescimento de downloads mais rápido na Índia do que em muitas outras regiões devido a caso virais, como imagens geradas por IA no estilo Studio Ghibli.
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Esse impulso se traduziu em aquisição de usuários e aumento de participação de mercado, às custas de concorrentes como Gemini, do Google, que registrou uma queda de cerca de 6% na participação total de downloads na Índia durante o mesmo período.
Embora a menor renda média da Índia possa limitar as taxas de conversão pagas no curto prazo, a liderança da OpenAI parece apostar no longo prazo, já que a empresa quer o ChatGPT como um companheiro de IA personalizado, integrado ao cotidiano, o que pode funcionar no mercado urbano indiano, onde os smartphones são centrais para produtividade, comunicação e entretenimento.
O JPMorgan observa, por outro lado, que, embora o alcance viral da OpenAI na Índia seja inegável, o caminho para a monetização permanece incerto.
A atual composição de receita da OpenAI depende fortemente de assinaturas, ou seja, podem enfrentar desafios em mercados sensíveis a preços, a menos que novos canais de monetização, como agentes localizados, experiências móveis mais leves ou integrações empresariais, sejam introduzidos.
“Suspeitamos que a OpenAI está tomando uma decisão calculada de que adiar a monetização de usuários gratuitos valerá a pena no longo prazo”, escreveram os analistas do JPMorgan.
Eles citaram o exemplo da Meta, que adiou por anos a inclusão de anúncios em suas plataformas de mídia social e no WhatsApp para acumular o máximo de usuários possível antes de iniciar a monetização.
“Dadas as despesas significativamente mais altas associadas à inferência de IA em relação a serviços de software anteriores, não está claro se tal estratégia seria viável por um período tão prolongado de tempo”, alertaram os analistas.
Apesar desses desafios, a estratégia de crescimento global da OpenAI e aquisições recentes sugerem uma intenção de aprofundar sua presença em mercados emergentes, segundo a nota do JPMorgan.






