A Coreia do Sul venceu a República Tcheca por 2 a 1 na última sexta-feira, em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. No entanto, mais do que os gols de Ladislav Krejci, Hwang In-beom e Oh Hyun-gyu, o assunto que tem gerado repercussão é a real ocupação do Estádio Akron, em Zapopan, na região de Guadalajara.
A FIFA divulgou um público oficial de 44.985 torcedores em um estádio com capacidade para 45.664 pessoas. Na prática, isso significaria que apenas 679 assentos estavam vazios. Porém, durante toda a transmissão da partida, foi possível observar diversas áreas com muitos lugares desocupados nas arquibancadas, levantando questionamentos sobre o público real presente no confronto.
Nos últimos meses, a entidade máxima do futebol vinha afirmando que os ingressos para a grande maioria das partidas estavam esgotados, o que contribuiu para a alta dos preços no mercado de revenda. Por isso, as imagens do estádio chamaram a atenção e causaram surpresa entre torcedores e jornalistas.
A polêmica ganhou tamanha proporção que a gestão liderada por Gianni Infantino foi obrigada a divulgar uma nota oficial em suas plataformas para explicar a divergência entre os números divulgados e o que foi visto nas arquibancadas.
“Os números de público oficial refletem a quantidade de ingressos escaneados e de espectadores presentes dentro do complexo do estádio, e não avaliações visuais da ocupação dos assentos em qualquer momento específico da partida. A FIFA trabalha em estreita colaboração com as autoridades dos estádios e as equipes de bilheteria para garantir que todos os números publicados sejam baseados em dados operacionais verificados”, informou a entidade.
A nota acrescenta ainda que, durante a partida realizada em Guadalajara, vários torcedores com ingressos foram vistos circulando pelos corredores e áreas comuns do estádio em vez de permanecerem em seus assentos designados.
Mesmo assim, a justificativa não convenceu parte do público. Na rede social X (antigo Twitter), usuários aprovaram uma nota da comunidade contestando a versão apresentada pela FIFA.
“Fotografias da partida mostram centenas de assentos vazios espalhados pelo estádio, contradizendo a alegação de que havia apenas alguns torcedores nos corredores”, dizia a observação. O jornal britânico Daily Mail também questionou a explicação, classificando-a como “uma desculpa desesperada”.
Official attendance figures reflect the number of tickets scanned and spectators present within the stadium footprint, rather than visual assessments of seating occupancy at any given moment during the match. FIFA works closely with stadium authorities and ticketing teams to… pic.twitter.com/UIJ0y9xTFp
— FIFA Media (@fifamedia) June 12, 2026
FIFA defende preço dos ingressos
A FIFA também tem sido alvo de críticas pelos altos preços dos ingressos da Copa do Mundo, que em alguns casos chegam à casa dos milhares de euros. Ainda assim, em entrevista coletiva realizada antes do início do torneio, Gianni Infantino defendeu a política adotada pela entidade.
“Se vendêssemos os ingressos por um valor mais baixo neste mercado específico, eles acabariam sendo revendidos — algo que é perfeitamente legal neste país — por preços muito, muito mais altos. E para onde iria esse dinheiro?”, questionou o dirigente.
“Ele iria para esses mercados secundários organizados ou para atividades de mercado paralelo, e não para o futebol. Se estamos fazendo algo errado, então provavelmente todos os que vendem ingressos na América do Norte também estão fazendo algo errado”, concluiu.






