Duas pessoas fora de série dirigindo multinacionais poderosas foram protagonistas da onda ESG: Emmanuel Faber era CEO da Danone entre 2014 e 2021 e transformou a organização numa empresa com propósito. Integrou aspetos sociais e ambientais no modelo de negócio e na remuneração dos executivos. Paul Polman era CEO da Unilever de 2009 até 2018, empresa onde lançou o Plano de Vida Sustentável da Unilever (USLP). Um plano ambicioso com o objetivo de desvincular o crescimento do negócio da empresa do seu impacto ambiental. Mas o que eles fazem hoje na fase pós-CEO?
- Ninguém fica rico procurando o bem comum ou salvando o mundo
- De volta ao passado: os ciclos do ESG
- Transformação sem perder identidade: o que não muda quando tudo muda?
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O status do Emmanuel Faber no LinkedIn diz que ele atua como Chair do ISSB (Conselho Inetrnacional de Padrões de Sustentabilidade) re-escrevendo a teoria econômica e no resto do tempo vai escalando. Em junho, publicou um texto que explica como pretende reeditar as regras de uma economia global: “A contabilidade sempre foi a linguagem que orienta a alocação de capital. É por meio dela que ocorre a transformação dos modelos econômicos. São estas regras que editamos no International Sustainability Standards Board (ISSB), desenvolvendo normas contabilísticas não financeiras adaptadas aos desafios do nosso tempo.”
Emmanuel acredita que empresas que conseguem demonstrar sua resiliência a temas como mudanças climáticas e desigualdade tem acesso mais favorável ao financiamento porque “os investidores seguirão onde houver transparência, método e credibilidade.”
Pela parte das empresas isso exige: “identificar os principais riscos ou oportunidades – relacionados ao clima, ao meio ambiente ou a questões sociais – e integrá-los em ERPs, orçamentos e planos estratégicos. Não como uma restrição adicional, mas como uma escolha estratégica, monitorada, dirigida, consolidada.”
Já Paul Polman, ex-CEO Unilever, segue uma abordagem bem diferente. Num texto de julho ele diz que “fomos ensinados: precisam salvar o mundo. Na verdade, o mundo vai estar bem. Em bilhões de anos sobreviveu impactos de asteroides, eras de gelo e extinção em massas. O que está em jogo somos nós!”
O argumento continua vinculando mudanças climáticas ao risco para humanidade em termos de desastres e riscos a saúde. Ele termina: “A ciência é clara. Os riscos são mensuráveis. Os custos já estão sendo pagos em internações hospitalares, em rupturas econômicas e na lenta erosão da confiança pública. O que permanece em dúvida não são os dados, mas se aqueles no poder estão preparados para governar de acordo com o mundo como ele é, e não como era antes.”
Net positive – como empresas corajosas prosperam ao dar mais do que recebem.
Num outro texto do começo de julho ele deixa muito claro que a questão é liderança: “A perda da natureza não é apenas uma crise ambiental — é um risco comercial, uma emergência humanitária e uma falha de liderança.”
Polman acredita no poder da liderança e por isso articula redes globais como Imagine, B Team, The Valuable 500 – de pessoas que compartilham os mesmos valores. Emmanuel Faber acredita no poder das regras de contabilidade obrigando organizações prestar contas sobre seus impactos sociais e ambientais. Enquanto Polman cria movimentos, Faber desenvolve estruturas. Polman como evangelista inspira uma liderança transformadora, e Faber como engenheiro desenvolve as ferramentas que permite medir, comparar e contabilizar impactos.
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