Pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, dos Estados Unidos, descobriram que o eritritol, um substituto do açúcar comumente utilizado por indivíduos que querem perder peso e necessitam de dietas com baixo teor de carboidratos ou controle do açúcar no sangue, pode trazer riscos inesperados à saúde.
Em artigo publicado no Journal of Applied Physiology, a equipe explicou que este álcool de açúcar aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) em 2001, pode danificar as células cerebrais e aumentar o risco de derrame e ataque cardíaco.
window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({
mode: ‘organic-thumbs-feed-01-stream’,
container: ‘taboola-mid-article-saiba-mais’,
placement: ‘Mid Article Saiba Mais’,
target_type: ‘mix’
});
Dando continuidade a um estudo de 2023 que relacionou o aumento do risco de derrame e ataque cardíaco com uma maior circulação de eritritol na corrente sanguínea, os autores, em laboratório, trataram células humanas que revestem os vasos sanguíneos do cérebro por três horas com aproximadamente a mesma quantidade da substância contida em uma bebida típica sem açúcar.
Os resultados mostraram que essas células tratadas apresentavam níveis mais baixos de óxido nítrico, molécula que dilata e relaxa os vasos sanguíneos, e níveis mais altos de endotelina-1, proteína que contrai os vasos sanguíneos.
Elas também produziram mais espécies reativas de oxigênio (EROs) – ou “radicais livres”, subprodutos metabólicos que podem envelhecer, danificar células e inflamar tecidos – e, quando desafiadas com um composto formador de coágulos chamado trombina, a produção celular do composto natural t-PA, que dissolve os coágulos, foi “notavelmente reduzida”.
“Nosso estudo reforça as evidências que sugerem que adoçantes não nutritivos, que geralmente são considerados seguros, podem não estar isentos de consequências negativas para a saúde”, disse o autor sênior Christopher DeSouza, professor de Fisiologia Integrativa e diretor do Laboratório de Biologia Vascular Integrativa da Universidade do Colorado em Boulder.
Ele acrescentou que, “dado o estudo epidemiológico que inspirou nosso trabalho, e agora nossas descobertas celulares, acreditamos que seria prudente que as pessoas monitorassem seu consumo de adoçantes não nutritivos como este”.
Os pesquisadores observaram que o estudo utilizou apenas uma porção do adoçante, o que significa que, para aqueles que consomem várias porções por dia, o impacto, presumivelmente, pode ser pior. Também alertaram que o estudo foi feito em laboratório, conduzido em células, e que pesquisas maiores, feitas em humanos, são necessários.
–borderColorFollowMe: #4a4a4a;
–textColorFollowMe: #005880;
}






