Gastón Fernández, agente de Gianluca Prestianni, concedeu, esta terça-feira (7), uma extensa entrevista ao canal de YouTube ‘Clank!‘, na qual acusou Vinícius Júnior de “procurar uma vantagem”, quando acusou Gianluca Prestianni lhe ter chamado “mono” (“macaco”, em português), durante o jogo do primeiro jogo do playoff da Liga dos Campeões, que culminou em uma derrota do Benfica ante o Real Madrid, por 0-1.
“É difícil falar, para mim, porque penso que ainda há questões que não estão fechadas. Vamos falar do que é o futebol, digamos. Muitas vezes, há que entender que, durante um jogo, acontecem coisas que, quando termina, estamos nos abraçando, passados dois minutos. Os jogadores também têm de entender isso, que, no futebol somos colegas”, começou afirmando.
“Muitas vezes, nos pegamos um pouco e discutimos, mas, quando o jogo acaba, acaba. Não há má intenção. Os jogadores… Eu tenho uma forma de ver o nosso esporte. Se encontra com outro jogador, no aeroporto, por mais que tenham discutido, se cumprimentam. Então, as coisas que acontecem em campo, têm de ficar em campo”, prosseguiu.
“Foco no lado esportivo. Tudo o que pode surgir, por fora… Estou do lado que diz que o racismo não deveria existir, não é algo que me entre na cabeça. Mas, no futebol, me parece que esta questão de procurar uma vantagem… Tem de ser de outra forma, e não acusando um rapaz de ter dito algo que não aconteceu”, completou.
“O Benfica comportou-se de uma maneira muito leal com Prestianni”
O empresário aproveitou, ainda, a ocasião para elogiar a maneira como, para ele, o Benfica geriu o caso: “Ao início, eu estava vendo. Tinha viajado para ver os dois jogos, com o Gera, o meu sócio. Fomos vê-lo, tínhamos estado com ele, na casa dele, no dia antes do jogo. Estivemos com ele a partir do lugar em que ele nos deixou, porque estava, obviamente, afetado pelo assédio geral do mundo”.
“A parte do acompanhamento e da assessoria foi feita, a 100%, pelo Benfica, que se comportou de uma maneira muito leal com o seu jogador. A partir daí, nos metemos pouco, porque acreditávamos que era preciso a instituição levar a questão adiante, e o Gianluca, que é um jogador deles”, destacou.
A atitude do treinador do Benfica, José Mourinho, também foi destacada, nesta intervenção, visto que, entende, a sua postura deixou à vista “a qualidade de um tipo que quer reduzir o nível do conflito e tentar ajudar a que a situação por que passa um dos seus orientados seja passageira”.
Vale destacar que na época do caso, o benfica e o técnico do clube foram detonados pela opinião pública pela forma como geriu o caso. Ambos foram acusados de reforçar o racismo.
“Prestianni é um cavalo duro de domar, mas…”
A terminar, Gáston Fernández explicou que, desde o primeiro instante, procurou dar “tranquilidade” ao argentino, aconselhando-o a “não responder, escutar o clube, os companheiros de equipa e o treinador”. Já sobre as publicações que o próprio fez, nas redes sociais, deixou um desabafo.
“É um cavalo duro de domar. Por vezes, podemos dizer-lhe as coisas, mas ele é impulsivo. Ainda assim, não é nada do que quiseram pintar”, concluiu, entre risos.





