Embora o artista da banda britânica não tenha citado episódios específicos, o comentário vem na esteira de protestos que vem acontecendo nos Estados Unidos contra tropas do ICE (Serviço de Imigração e Alfândegas americano) e a violência de seus agentes e do governo americano.
SÃO PAULO, SP ( JT) – Brian May, guitarrista do Queen, disse que não considera se apresentar nos Estados Unidos no momento porque o país é perigoso nos dias de hoje. “É muito triste porque sinto que o Queen cresceu na América e nós adoramos isso, mas não é mais o que era. Todo mundo está pensando duas vezes antes de ir para lá”, disse ele ao Daily Mail.
Embora o artista da banda britânica não tenha citado episódios específicos, o comentário vem na esteira de protestos que vem acontecendo nos Estados Unidos contra tropas do ICE (Serviço de Imigração e Alfândegas americano) e a violência de seus agentes e do governo americano.
No dia 24, em meio a manifestações que têm acontecido em Minneapolis, no estado de Minnesota, contra intervenções do governo americano, um homem de 37 anos, Alex Pretti, foi morto a tiros durante uma abordagem de funcionários federais em operação anti-imigrantes.
Embora a secretaria de Segurança Interna, Kristi Noem, tenha afirmado que o homem estava armado, vídeos na internet, e verificados por jornais como o The New York Times, desmentem a afirmação do governo e mostram que Pretti carregava um celular. O episódio aconteceu na esteira da morte de Renee Nicole Good, morta a tiros por um agente da ICE, também em Minneapolis, há algumas semanas.
Não suficiente, mais de 400 pessoas foram mortas em tiroteios em massa apenas no ano passado.
A declaração de May também sucede cancelamentos por parte de outros artistas que estavam previstos para se apresentar nos Estados Unidos. O músico britânico Piri, por exemplo, cancelou a sua turnê no início da semana em decorrência, segundo ele, do que “está acontecendo no país agora”. Em 2025, quando o pianista húngaro András Schiff cancelou as suas apresentações no país, o artista citou as “mudanças políticas sem precedentes” que aconteceram nos Estados Unidos como justificativa.
Também no ano passado, o músico Bad Bunny, que concorre ao Grammy neste domingo (1) e será a estrela do show de intervalo do próximo Super Bowl, disse que a sua turnê “Debí Tirar Más Fotos” não contemplou os Estados Unidos, entre outros motivos, por receio de que latinos na plateia pudessem ser deportados.
A declaração de Bad Bunny vem na esteira de uma série de eventos dedicados à cultura latina que vem sendo cancelados por seus organizadores por receio de sofrerem represálias por parte do ICE e das políticas de anti-imigração que foram intensificadas desde o início do atual mandato de Donald Trump.
Em resposta ao anúncio de que o cantor se apresentará no intervalo do Super Bowl, inclusive, o presidente americano disse que a decisão era rídicula e que agentes do ICE estarão presentes no show.
Atualmente, o Queen está em hiato de turnês desde que concluiu a turnê Rhapsody, que teve início em 2019 e chegou ao fim em 2024, com Adam Lambert como vocalista. A banda britânica, imortalizada pelo cantor Freddie Mercury, morto em 1991, emplacou diferentes álbuns no top 10 americano e produziu diversas canções que homenageam o repertório do rock n’roll americano.






