A Tesla vai enfrentar o júri por um acidente fatal envolvendo seu sistema de piloto automático. O julgamento, com início previsto para a tarde desta terça-feira (15) em Miami, nos EUA, pode ser o primeiro veredito legal a respeito da tecnologia de transporte.
A empresa de Elon Musk tem enfrentado diversos processos contra seu sistema de assistência ao motorista Autopilot nos últimos anos, mas todos foram rejeitados ou resolvidos com acordos.
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O processo em questão foi movido pela família de Naibel Benavides, que faleceu em consequência de um acidente em abril de 2019 envolvendo um sedã Tesla Model S com um piloto automático supostamente defeituoso, e seu namorado, Dillon Angulo, que ficou gravemente ferido no mesmo acidente no sul da Flórida. Naibel, uma estudante universitária de 22 anos, e Angulo estavam em pé fora de um SUV quando foram atingidos pelo Tesla, que era dirigido por George Brian McGee.
A Tesla alega que o recurso de piloto automático não estava totalmente ativado no momento do acidente, que ocorreu quando McGee deixou cair seu celular e se abaixou para pegá-lo, colidindo com o SUV estacionado e com os pedestres ao redor, segundo documentos do caso revisados pelo The New York Times.
“As evidências mostram claramente que este acidente não teve nada a ver com a tecnologia Autopilot da Tesla. Em vez disso, como tantos acidentes infelizes desde que os celulares foram inventados, este foi causado por um motorista distraído”, disse um porta-voz da Tesla, ao jornal norte-americano.
McGee estaria dirigindo a cerca de 62 milhas por hora (aproximadamente 100 km/h) em uma zona de 45 milhas por hora (72 km/h), e teria pressionado o acelerador antes da colisão, o que anulou o controle de cruzeiro do piloto automático.
Mas os autores do processo acreditam que o acidente deveria ter sido evitado pelos recursos de atenção ao motorista e o sistema de frenagem automática de emergência anunciados pela Tesla, segundo vídeo obtido do computador do veículo, o sistema de piloto automático reconheceu a presença do carro estacionado e ao menos uma pessoa, mas não ativou os freios nem alertou o motorista sobre os obstáculos. A equipe jurídica dos autores do processo planeja tomar o depoimento de David Shoemaker, engenheiro do Autopilot, e de outros dois funcionários.
Por anos, Musk afirmou repetidamente que os recursos do piloto automático da Tesla, incluindo os que alimentam a nova frota de veículos autônomos da empresa, são empiricamente seguros para motoristas e pedestres.
Especialistas que estudam a segurança de veículos autônomos, no entanto, não são tão rápidos em considerar os dados confiáveis nem a tecnologia pronta para uso em larga escala, apontando problemas persistentes com comportamentos de direção inesperados, como desativação repentina, confusão diante de bloqueios na via e frenagens fantasmas. Além disso, populares empresas de “robotáxis” como Waymo e Zoox estão atualmente sob investigação do governo federal, incluindo 22 incidentes relatados por veículos da Waymo que a Administração Nacional de Segurança no Trânsito nas Rodovias (NHTSA) começou a investigar em 2024.
Em junho, a Tesla recorreu a um juiz para bloquear a divulgação pública de dados de acidentes de veículos em um caso com o Departamento de Transporte dos EUA e a NHTSA, argumentando que isso ameaçaria sua vantagem competitiva no mercado. Além dos incidentes recorrentes envolvendo veículos da Tesla e robotáxis agindo de forma imprevisível, analistas acusaram a empresa de ocultar e descontextualizar dados de segurança em seu Relatório de Segurança do Autopilot.
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