Você já parou para pensar que, às vezes, o que mais pesa no trabalho não é o excesso de tarefas, mas justamente a falta delas? Sim, pode parecer estranho e contraditório, principalmente quando estamos revendo essas ideias de produtividade tóxica que impuseram pra nós. Mas, a sensação de estar ali, apenas “passando o tempo”, sem nenhum desafio ou envolvimento, pode ser ainda mais frustrante. E, se você sente isso, tem nome: boreout.
Talvez você nunca tenha ouvido falar desse termo antes, mas, com certeza, já sentiu sua energia sendo drenada de uma forma bem diferente daquelas histórias sobre o temido burnout. Enquanto o burnout surge do estresse e da pressão constante, o boreout é como o tédio constante no trabalho, o vazio de não sentir que você está fazendo nada de significativo, o desânimo de não se sentir desafiado.
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É aquele momento em que você começa o dia de trabalho e, ao invés de sentir que tem algo importante para fazer, fica ali olhando para o relógio, contando as horas para que o expediente termine. A sensação é de que os minutos não passam, não porque você está atolado de compromissos, mas porque a rotina simplesmente não tem sabor.
Agora, vamos ser sinceros: quem nunca passou por isso? Quem nunca sentiu que estava ali, só ocupando espaço, sem conseguir se engajar de verdade? O que é mais triste do que se arrastar pelo dia sem nenhum sentido ou empolgação? E é justamente esse vazio que caracteriza o boreout.
Esse sentimento pode aparecer quando você já não encontra desafios no que faz, ou quando as suas habilidades são deixadas de lado, sendo usadas para tarefas simples e repetitivas, sem espaço para criatividade ou crescimento. Não é sobre ser sobrecarregado, mas sobre o oposto: a falta de propósito.
E por que isso é tão perigoso? Porque, ao contrário do burnout, onde o estresse pode te dar aquele empurrão para sair da zona de conforto, o boreout tem um efeito muito mais sutil e silencioso. Ele vai corroendo sua motivação, sua confiança e, ao longo do tempo, até a sua saúde mental. O tédio no trabalho não é só uma questão de não ter o que fazer, mas de não saber o que você está fazendo ali.
Agora, pode ser que você esteja se perguntando: “mas como sei se estou vivendo isso?” Às vezes, é só uma sensação, aquela impressão de que o trabalho virou algo irrelevante. A rotina se torna cansativa, sem frescor, e você começa a se perguntar se o tempo poderia ser melhor aproveitado em outro lugar. O mais curioso do boreout é que, muitas vezes, ele se disfarça de “normalidade”. Afinal, quem nunca teve dias em que parece que está só cumprindo tabela?
O problema é quando isso vira uma constante, quando você perde o interesse, a vontade de se desenvolver, de aprender, de fazer as coisas com o mínimo de engajamento. A sensação de estar só “passando o tempo” é a que mais marca quem passa por essa síndrome. Você sente que o relógio não anda, mas o pior é perceber que, por dentro, você também não anda.
A grande questão aqui é a necessidade de repensar o que realmente importa no nosso trabalho. Porque, por mais que o tédio seja uma resposta natural ao desinteresse, ele também aponta para algo mais profundo. A falta de desafios, de propósito e, principalmente, a sensação de que não estamos sendo usados em todo o nosso potencial, é o que nos impede de sentir que estamos fazendo a diferença. E quem não quer sentir que faz a diferença?
Se você está lendo isso e se identificou, talvez seja hora de dar um passo atrás e refletir. Talvez o trabalho precise de uma mudança. Ou talvez seja você quem precisa tomar as rédeas e buscar novos caminhos dentro dele. O boreout não precisa ser uma sentença de estagnação. Às vezes, tudo que é preciso é sacudir a poeira e resgatar a motivação perdida.
Ao contrário do burnout, que é alarmante e gritante, o boreout é silencioso. Ele se esconde nas horas arrastadas e nos sorrisos sem brilho. Mas, o mais importante de tudo, é que ele também tem cura. A mudança pode vir de pequenas atitudes: uma conversa franca com seu chefe, um novo projeto, até mesmo a coragem de olhar para a sua própria rotina e se perguntar: “O que falta aqui?” É sobre buscar sentido no que fazemos, mesmo quando a sensação é de que estamos simplesmente ocupando um espaço.
No fim das contas, o trabalho não precisa ser um fardo, mas algo que nos move, nos desafie e, sim, nos inspire. Caso contrário, o tédio vai continuar a nos consumir, até que, de repente, nos percebemos vivendo uma vida de “só passar o tempo”. E quem quer isso?
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