O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos criado e operado pelo Banco Central do Brasil. Lançado oficialmente em novembro de 2020, ele se tornou um dos meios de transferência mais usados do país, permitindo movimentações 24 horas por dia, diariamente, sem custo para pessoas físicas. Seu modelo é integrado, universalizado e padronizado nacionalmente, com adesão obrigatória por grandes instituições financeiras.
window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({
mode: ‘organic-thumbs-feed-01-stream’,
container: ‘taboola-mid-article-saiba-mais’,
placement: ‘Mid Article Saiba Mais’,
target_type: ‘mix’
});
Mas apesar de sua popularidade e eficiência, o Pix não opera fora do território brasileiro. Isso significa que não é possível usar o Pix nos Estados Unidos, nem enviar ou receber valores de contas americanas utilizando o sistema.
- Leia também: As acusações que motivaram investigação comercial do governo Trump contra o Brasil
Então, tem Pix nos EUA?
A resposta é não, mas com ressalvas. O que os EUA têm são sistemas de pagamentos rápidos próprios, como o FedNow, lançado em 2023 pelo Federal Reserve, o banco central americano. Apesar de ser frequentemente apelidado de “Pix americano”, o FedNow é um sistema completamente distinto, com regulamentações, operadores e objetivos adaptados à realidade financeira dos Estados Unidos.
Além do FedNow, há também plataformas privadas como Zelle, Venmo, PayPal e Cash App, amplamente usadas por consumidores americanos para transferências rápidas. No entanto, nenhuma delas oferece a integração nacional, a gratuidade padronizada para usuários comuns ou a obrigatoriedade institucional que caracterizam o Pix.
Como funciona o FedNow?
O FedNow permite transferências instantâneas entre contas bancárias nos EUA, funcionando todos os dias, 24 horas por dia, assim como o Pix. No entanto, sua adoção é opcional para os bancos americanos, limitando seu alcance . Além disso, as tarifas podem variar conforme a instituição, o que representa uma barreira à popularização entre pessoas físicas.
Outra diferença importante é a forma de identificação: enquanto o Pix utiliza chaves padronizadas como CPF, celular ou e-mail, o FedNow permite que cada banco defina seu próprio método de autenticação.
Existe integração entre Pix e FedNow?
Atualmente, não. O Pix e o FedNow são sistemas nacionais, sem conexão entre si. Isso significa que não é possível fazer transferências entre contas do Brasil e dos Estados Unidos usando esses serviços. Qualquer envio de valores entre os dois países ainda depende de plataformas de remessas internacionais, como Western Union ou Remessa Online.
Há projetos em estudo, como o Nexus, coordenado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), que buscam futuramente conectar sistemas de pagamentos instantâneos de diferentes países. No entanto, esses esforços ainda estão em fase experimental e não têm previsão para se tornarem realidade prática.
O Pix na mira da guerra tarifária entre EUA e Brasil
Em 2025, o governo dos Estados Unidos impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e iniciou uma investigação comercial contra o Brasil por supostas práticas desleais. Entre os alvos dessa ofensiva está o próprio Pix.
Segundo autoridades americanas, o sistema brasileiro estaria sendo favorecido por políticas públicas que dificultam a atuação de empresas estrangeiras no setor de pagamentos digitais. Essa acusação faz parte da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento é que a preferência ao Pix representaria uma barreira competitiva a serviços como Visa, Mastercard e Amex.
Para os EUA, o Pix simboliza uma forma de soberania tecnológica que interfere na livre concorrência. O Brasil, por sua vez, defende que o sistema é um projeto estatal legítimo, que promove inclusão financeira e inovação no setor bancário. A disputa elevou as tensões comerciais e pode afetar o avanço do Pix em acordos internacionais.
–borderColorFollowMe: #4a4a4a;
–textColorFollowMe: #005880;
}






