A Netflix revelou que usou inteligência artificial generativa em uma produção. Ted Sarandos, co-CEO da empresa, disse que o serviço de streaming utilizou a tecnologia durante a produção de ‘O Eternauta’, uma série argentina baseada em uma popular história em quadrinhos de ficção científica.
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Segundo o Business Insider, Sarandos disse que este é o primeiro título da Netflix a utilizar imagens totalmente geradas por IA no produto final, com uma sequência que mostra o colapso de um prédio em Buenos Aires. Segundo ele, sem o uso de inteligência artificial, tal efeito não seria viável financeiramente para uma produção do porte de O Eternauta.
“Na verdade, essa sequência de efeitos visuais foi concluída dez vezes mais rápido do que poderia ter sido utilizando ferramentas e fluxos de trabalho tradicionais de VFX [efeitos visuais]”, disse Sarandos a analistas durante a teleconferência de resultados trimestrais da Netflix.
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Sarandos afirmou que todos ficaram “empolgados” com o produto final.
“Os criadores ficaram empolgados com o resultado. Nós ficamos empolgados com o resultado”, afirmou. “E, mais importante, o público ficou empolgado com o resultado. Então, acredito que essas ferramentas estão ajudando os criadores a expandir as possibilidades de contar histórias na tela, e isso é infinitamente empolgante.”
Sarandos já havia comentado anteriormente sobre o uso de IA no filme Pedro Páramo, de Rodrigo Prieto, e sobre quanto dinheiro foi economizado usando a tecnologia para efeitos de rejuvenescimento, em comparação com os custos em O Irlandês, de Martin Scorsese.
“Na verdade, o orçamento inteiro do filme [Pedro Páramo] foi equivalente ao custo de VFX em O Irlandês”, disse Sarandos durante a teleconferência de resultados do primeiro trimestre da Netflix em abril.
A IA continua sendo uma questão delicada em Hollywood. As demandas sobre o uso de IA estiveram no centro das históricas greves conjuntas de atores e roteiristas que paralisaram produções em 2023.
Neste ano, o debate girou em torno do filme The Brutalist, um drama estrelado por Adrien Brody no papel do arquiteto húngaro-judeu László Tóth. O longa recebeu dez indicações ao Oscar e que garantiu a Brody a estatueta de Melhor Ator. Em uma entrevista, o editor Dávid Jancsó revelou que uma tecnologia de voz baseada em IA foi utilizada para aprimorar os sotaques húngaros de Brody e da atriz Felicity Jones.
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