A CEO de Aplicações da OpenAI, Fidji Simo, afirmou que o maior risco para a companhia não está nos investimentos bilionários em data centes, mas em não expandir a capacidade computacional em ritmo acelerado.
Em entrevista à Wired, ela disse que a escassez de poder de processamento já obriga a empresa a limitar recursos como o ChatGPT Pulse, um recurso Pro do ChatGPT que personaliza atualizações com base em conversas, feedback e aplicativos conectados, como um calendário.
Na entrevista, Simo também destacou que há preocupação externa com os contratos de hiperescala que comprometem a OpenAI com R$1,4 trilhão em investimentos em oito anos, apesar dos prejuízos anuais.
Mas, internamente, segundo ela, a demanda por GPUs e poder computacional é tão alta que “não há alternativa” além de continuar expandindo. “Quando você analisa nossas limitações internas e o quanto mais poderíamos fazer se tivéssemos mais GPUs, fica muito claro que essa é a decisão certa”, disse.
A discussão também chegou a outras empresas de tecnologia. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, onde Simo trabalhou antes de liderar o Instacart, declarou que o maior risco hoje é “jogar pelo seguro”, mesmo que isso envolva gastar “centenas de bilhões” em infraestrutura de IA.
“Se acabarmos gastando mal algumas centenas de bilhões de dólares, acho que isso será muito lamentável, obviamente”, disse o CEO da Meta em setembro. “Mas o que eu diria é que, na verdade, acho que o risco é maior do outro lado”.
Nas últimas semanas, o CEO da OpenAI, Sam Altman, negou que a empresa esteja buscando algum tipo de socorro financeiro caso o plano de expansão dos data centers não dê certo. Ele reagiu a comentários levantados pela diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, sobre “apoio governamental”, afirmando que, se o modelo falhar, a OpenAI deve simplesmente quebrar. “Se errarmos, devemos falir. É assim que o capitalismo funciona”, escreveu Altman no X.
Ao assumir o cargo, Simo passou a liderar áreas como integração de publicidade e novos produtos, deixando Altman mais focado em pesquisa e infraestrutura. Simo destacou em entrevista que gostaria de disponibilizar o Pulse para todos os usuários, mas no momento não há capacidade computacional suficiente disponível para isso.
“Quando você analisa nossas limitações internas e o quanto mais poderíamos fazer se tivéssemos mais GPUs, fica muito claro que essa é a decisão certa”, disse. “Temos uma linha de produtos que fará uso massivo de poder computacional”.






