Conhecida por hits como “TiK ToK” e “Blah Blah Blah”, a cantora Kesha acaba de dar um novo passo na carreira: virou fundadora de uma startup voltada ao mercado musical. Ao lado do irmão, Lagan Sebert, a artista está lançando o Smash, um aplicativo que conecta músicos e facilita a criação de contratos justos entre colaboradores. A iniciativa é uma resposta direta à sua própria experiência com acordos abusivos na indústria fonográfica.
A proposta do Smash é oferecer um ambiente seguro e transparente para que artistas firmem parcerias e definam juntos os termos da colaboração, como taxas fixas ou porcentagens sobre royalties. A plataforma será financiada com uma pequena comissão sobre os pagamentos realizados pelo app.
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“Queremos dar aos criadores as chaves para entrar nesse clube sem que eles precisem abrir mão de nada ou tomar decisões que comprometam o futuro”, afirmou Sebert ao site TechCrunch. Kesha, que enfrentou uma longa batalha judicial contra o produtor Dr. Luke por abuso, destaca que o objetivo é devolver o poder às mãos dos artistas.
“Recuperei os direitos sobre minha voz pela primeira vez na vida adulta há cerca de um ano, como uma mulher de 37 anos”, disse Kesha no festival Panathēnea, na Grécia. “Acordos predatórios como esse são normais.”
Para viabilizar o projeto, Kesha conta com um time de peso, incluindo Alan Cannistraro, ex-engenheiro da Apple, como CTO, e Lars Rasmussen, cofundador do Google Maps, como investidor e apoiador.
O aplicativo Smash ainda está em desenvolvimento, com previsão de lançamento para alguns artistas ainda este ano. Mas para testar algumas de suas ferramentas tecnológicas, o app organizou um concurso em que artistas puderam enviar remixes da música “Boy Crazy”, de Kesha, e os cinco vencedores terão seus remixes lançados pelo selo da cantora, com pagamento de uma “taxa padrão da indústria”, segundo Sebert.
“O objetivo é mudar a dinâmica de poder na música. O artista precisa ter voz sobre sua arte, e sobre o que acontece com ela depois de criada”, afirmou a cantora pop.






